Da Redação
O etanol, um dos principais ativos estratégicos brasileiros e relevante para a economia mato-grossense, enfrenta desafios internos que transcendem a questão de precificação. Apesar de valores competitivos, o combustível renovável não consegue ampliar sua participação mercadológica nacional.
Paridade favorável não reflete em aumento de vendas
Em São Paulo, a paridade do etanol com gasolina situa-se próxima a 58%. Em cidades do interior, esse percentual cai para aproximadamente 52%. Mesmo com esses patamares atrativos, as vendas de gasolina crescem enquanto etanol permanece estagnado ou recua.
Os estoques da commodity encontram-se elevados. O preço de venda do produtor para distribuidores atinge patamares historicamente baixos. Contudo, o consumo não acompanha essa dinâmica de redução de custos.
Políticas públicas incoerentes prejudicam competitividade
Especialistas apontam que distorções setoriais ultrapassam questões de precificação. Políticas públicas inconsistentes prejudicam a competitividade do etanol nacional diante de combustíveis importados subsidiados.
A ausência de uma política energética coerente compromete o potencial estratégico de um produto fundamental para o agronegócio brasileiro. Especialistas ressaltam a urgência de direcionamentos governamentais mais consistentes.
Fonte: CompreRural
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