Da Redação
Trajetória: de cultura subsidiária a destaque global
O milho transcendeu sua função original de alimento para animais de criação. Hoje figura como um dos pilares do agronegócio brasileiro, refletindo avanço técnico e competência empreendedora nacional.
Conforme Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura, a transformação começou quando produtores plantavam apenas para consumo interno. A incorporação de novas tecnologias e transgenia revolucionou esse panorama completamente.
A cultura milho conquistou “enorme expressão”, comparável à soja, consolidando a posição brasileira no mercado internacional. Esse desenvolvimento simboliza a competência técnica do país no setor agrícola.
Energia limpa e segurança alimentar
O milho conecta-se à matriz energética brasileira, uma das mais limpas do planeta. O Brasil possui 50% de energia renovável, enquanto a média mundial é apenas 15%.
Mais da metade dessa energia vem do setor agrícola, através de etanol, biodiesel, cana e biometano. Essa produção viável em regiões tropicais reforça o protagonismo brasileiro.
A combinação entre energia renovável e segurança alimentar garante ao Brasil presença significativa nos cenários econômico e geopolítico mundiais.
Dependência de insumos: vulnerabilidade estrutural
O Brasil importa 85% dos fertilizantes que consome, tornando-se o maior importador mundial. Essa dependência externa expõe o setor a instabilidades do mercado internacional.
Cenários de crise global afetam diretamente fertilizantes, combustíveis e suplementos agrícolas. A vulnerabilidade compromete a autonomia produtiva nacional frente a choques externos.
Rodrigues defende investimentos em bioinsumos, área onde o Brasil cresce acima da média mundial. Essa alternativa reduz dependência e fortalece a sustentabilidade do modelo.
Infraestrutura: gargalo persistente
Mato Grosso carece de ferrovias, rodovias e armazéns adequados para escoamento da produção. Essas deficiências estruturais limitam o potencial produtivo e logístico estadual.
Os investimentos em infraestrutura são essenciais para que o estado potencialize sua capacidade produtiva. A falta de integração logística compromete a competitividade regional.
Papel dos fiscais na credibilidade da produção
Valney de Souza Corrêa, presidente da Sinfa-MT, ressalta a importância dos fiscais agrícolas. O trabalho certificará produções conforme legislação sanitária e ambiental vigente.
A credibilidade internacional da produção mato-grossense depende do cumprimento rigoroso das normas. Os servidores do Indea garantem conformidade com exigências globais de qualidade.
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