Da Redação
O prazo para vacinação obrigatória contra brucelose em Mato Grosso aproxima-se do encerramento. Produtores rurais dispõem até 31 de dezembro para imunizar bezerras entre três e oito meses. A iniciativa protege a sanidade do maior rebanho bovino nacional, com 32,1 milhões de cabeças, incluindo aproximadamente duas milhões de fêmeas na idade estabelecida.
Multas e restrições para inadimplentes
O cumprimento representa impacto econômico direto ao produtor. Pecuaristas que descumprirem sofrerão multa de uma Unidade Padrão Fiscal (UPF/MT) por animal não vacinado, correspondente a R$ 253,90. Proprietários em atraso também não conseguirão emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), impedindo a movimentação do rebanho.
Documentação junto ao Indea é mandatória
Após a imunização, o produtor deve entregar o atestado de vacinação ao Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT) até 5 de janeiro de 2026. O documento exige emissão de médico veterinário registrado.
O Indea reafirma que a vacinação constitui única forma eficiente de controlar a enfermidade, com elevado índice de transmissão e prejuízos produtivos substanciais.
Impactos da brucelose no rebanho e na população
A brucelose configura zoonose séria que compromete tanto o desempenho animal quanto a saúde de trabalhadores rurais. No gado, ocasiona abortos, nascimento de bezerros débeis, retenção placentária e redução na produção leiteira. Em reprodutores, provoca inflamação testicular e infertilidade.
Para humanos, o risco emerge do consumo de leite cru e derivados não pasteurizados, além do contato com secreções de animais doentes. Manifestações incluem febre contínua, cefaleia, artralgia, sudorese excessiva e astenia, necessitando tratamento veterinário prolongado.
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