Da Redação
Mato Grosso registrou redução de 71% na área queimada até agosto de 2025. O estado acumulou 859,5 mil hectares queimados no período, contrastando com mais de 3 milhões de hectares em 2024. Pesquisadores alertam que manter esse resultado depende das ações preventivas estabelecidas agora, durante a estação chuvosa.
A queda reflete eficácia de ações coordenadas entre fiscalização, combate ao desmatamento ilegal e redução da ação humana como iniciador de queimadas. Porém, o desafio persiste, exigindo fortalecimento do Manejo Integrado do Fogo (MIF) e outras práticas de prevenção ambiental.
Distribuição do fogo mantém desafios para o estado
A Amazônia registrou 457,2 mil hectares queimados, enquanto o Cerrado somou 396,4 mil hectares. Dado relevante: 59% das ocorrências aconteceram durante período proibitivo, sinalizando necessidade contínua de reforço nas ações preventivas.
A distribuição geográfica do fogo revela novos desafios para a gestão territorial em Mato Grosso. O monitoramento contínuo e a orientação sobre uso adequado do fogo ganham urgência conforme análise de instituições especializadas.
Manejo integrado do fogo muda paradigma de prevenção
O MIF propõe integração entre ciência, conhecimentos tradicionais, planejamento territorial e ações preventivas. A abordagem transforma o fogo de simples ameaça em ferramenta de manejo ambiental e cultural controlado.
Entre técnicas utilizadas estão queimas prescritas, monitoramento de combustível vegetal e fortalecimento de brigadas comunitárias. O uso planejado do fogo reduz material inflamável disponível e diminui incêndios de grandes proporções. Prática já aplicada com sucesso no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães.
Prevenção 2026 começa agora na estação chuvosa
O período úmido que se inicia é decisivo para preparar a próxima temporada de queimadas. Nesta fase de menor risco, realizam-se atividades cruciais: avaliação de biomassa acumulada e reestruturação de brigadas.
Definição de áreas prioritárias e construção de acordos sobre uso do fogo ocorrem durante a estação chuvosa. Especialistas afirmam que prevenção dos incêndios de 2026 começa agora, no início das chuvas.
Mato Grosso possui Comitê Estadual de Gestão do Fogo com ações e recursos dedicados à agenda ambiental. A oportunidade de consolidar bons resultados é grande, segundo análise de organizações que atuam na gestão territorial.
Consolidação de práticas com bases científicas
Organizações especializadas apontam que Mato Grosso tem oportunidade de consolidar práticas preventivas baseadas em ciência e integração territorial. Valorização de técnicas já utilizadas com sucesso no país fortalece a abordagem integrada.
O estado possui infraestrutura institucional e experiências acumuladas para manter trajetória de redução de queimadas. Investimento em prevenção durante período chuvoso garante proteção às florestas no próximo ciclo climático.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

