*Da Redação*
Com a chegada do outono e queda de temperaturas, serpentes procuram abrigo térmico em propriedades rurais do Centro-Oeste. Cobras se aproximam de sedes, galinheiros e galpões em busca de calor, elevando riscos de acidentes ofídicos. Especialistas do Instituto Butantan alertam que esta estação exige proteção redobrada.
Métodos tradicionais questionados pela ciência
Fumo de corda, enxofre e naftalina são amplamente utilizados entre produtores rurais há décadas. Porém, pesquisas científicas comprovam que esses métodos não funcionam conforme esperado pela maioria dos agricultores. A eficácia desses repelentes é questionável.
Cobras não possuem percepção olfativa similar à dos mamíferos e utilizam o órgão de Jacobson para capturar partículas químicas do ambiente. No outono, clima mais seco e ventos constantes fazem gases evaporarem rapidamente. Naftalina e enxofre perdem potencial muito antes do esperado.
Medidas preventivas comprovadamente eficazes
Especialistas orientam foco em manejo correto das propriedades rurais para evitar aproximações. Manter áreas limpas, sem entulhos e detritos é fundamental para a segurança. Vedar frestas, buracos e aberturas impede entrada de serpentes nos ambientes.
Eliminar roedores e outras fontes de alimento reduz o interesse das cobras pela propriedade significativamente. Usar telas de proteção em ambientes críticos como galinheiros é medida complementar essencial. Essas práticas preventivas garantem maior segurança ao trabalhador rural durante meses mais frios.
Fonte: CompreRural
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