Da Redação
A estiagem que caracterizou 2024 como um dos períodos mais críticos das últimas quatro décadas amplia a procura por sistemas produtivos resilientes na pecuária brasileira. Com possibilidade de retorno do El Niño, fenômeno climático associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico e mudanças nos padrões pluviométricos, pecuaristas intensificam ações para manter a produtividade e minimizar riscos operacionais.
Perdas significativas em 2024
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) documentou que 2024 registrou um dos períodos mais secos das últimas quatro décadas no Brasil. Análise do Climate Policy Initiative e do projeto Amazônia 2030 demonstra que incêndios florestais intensificados pelo El Niño ocasionaram prejuízos de R$ 14,7 bilhões ao agronegócio em 2024.
Desse total, R$ 8 bilhões de perdas relacionam-se diretamente à pecuária e às pastagens degradadas pelo fenômeno climático adverso. Os números reforçam a urgência de adaptação do setor aos desafios ambientais contemporâneos.
Confinamento como alternativa viável
A redução de chuvas compromete a qualidade nutricional das pastagens e limita o suprimento de forragem disponível. Esse cenário demanda ajustes no manejo para preservar o desempenho dos rebanhos e a viabilidade econômica das operações.
O confinamento e sistemas com infraestrutura adequada consolidam-se como soluções promissoras nesse contexto. Essas alternativas possibilitam oferta de dieta balanceada, maior ganho de peso e redução do período até o abate.
Além disso, proporcionam maior previsibilidade da produção e melhor aproveitamento das áreas disponíveis para outras atividades agrícolas ou de preservação ambiental.
Fonte: CompreRural
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