Da Redação
O quilo do suíno vivo pago ao produtor mato-grossense despencou aproximadamente 17% entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. A cotação recuou de R$ 8,00 para R$ 6,65, conforme dados da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).
A queda acentuada resulta de fatores sazonais e aumento da oferta. Férias escolares reduzem a demanda interna, enquanto o represamento de animais nas granjas amplia a disponibilidade de produtos.
Movimento contínuo em janeiro
A trajetória de baixa foi contínua ao longo do primeiro mês do ano. A cotação iniciou em R$ 7,85, chegou a R$ 7,55 na segunda quinzena e finalizou janeiro em R$ 7,15.
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a movimentação atinge quase todos os produtos da cadeia suinícola. Produtores independentes sofrem maior impacto pela exposição direta à volatilidade do mercado.
Férias frigoríficas agravam represamento
A redução no ritmo de abates contribui para o cenário crítico enfrentado pelos suinocultores. Grandes unidades frigoríficas adotaram férias coletivas no encerramento de 2025, descompasso entre produção e absorção do mercado.
O represamento de animais nas granjas elevou temporariamente a oferta disponível para abate. Segundo Frederico Tannure Filho, presidente da Acrismat, a retração já era prevista e faz parte de um ciclo natural.
Expectativa de recuperação após Carnaval
As entidades setoriais avaliam que a instabilidade é passageira e deve se normalizar após o período carnavalesco. Espera-se que as escalas de abate sejam retomadas e a oferta se ajuste gradualmente.
Embora a Quaresma tradicionalmente reduza o consumo de proteína animal, a projeção indica retomada dos preços na sequência. O setor descarta risco de novas quedas acentuadas e prevê mercado mais firme a partir do segundo trimestre.
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