Da Redação
A colheita da primeira safra de milho no Paraná evidencia um movimento claro de transformação tecnológica. Novas soluções em automação ganham espaço nas lavouras e apontam para patamares superiores de eficiência produtiva.
Milho estratégico na rotação de culturas
Na Fazenda Novorá, em Ventania nos Campos Gerais, o milho funciona como peça estratégica do sistema produtivo. O gerente de produção André Flügel ressalta que o cereal tem peso direto na rentabilidade da propriedade.
A fazenda cultiva aproximadamente mil hectares de milho anualmente, sendo setecentos na safra de verão. Mesmo com início de ciclo mais frio, a produtividade deve se manter dentro do esperado para a região.
A expectativa é encerrar a colheita com produtividade entre treze e quatorze mil quilos por hectare. Flügel destaca que o resultado é consequência de decisões que começam antes mesmo do plantio, envolvendo escolha de híbridos e controle rigoroso de pragas.
Janelas de cultivo otimizadas com tecnologia
A rentabilidade depende diretamente da capacidade de aproveitar melhor as janelas de cultivo disponíveis. O produtor observa que o objetivo é otimizar todo o sistema produtivo integrado.
A tecnologia emerge como aliada decisiva quando as condições fogem do ideal. Flügel observa que em momentos de pressão temporal, a exigência sobre as máquinas aumenta significativamente.
Por isso, o campo necessita de equipamentos cada vez mais inteligentes, que se ajustem automaticamente e entreguem qualidade consistente dentro do silo.
Automação inédita marca novo patamar
Uma nova geração de soluções chega ao campo através de plataformas com automações inéditas para milho. As colheitadeiras S7900 com plataforma CR25 e X9 operam equipadas com essas inovações.
A gerente global de marketing da John Deere, Greta Griffante, ressalta que a proposta é elevar o nível de eficiência operacional. As máquinas contam com tecnologias de automação exclusivas do mercado.
A colheitadeira passa a reagir sozinha às condições do campo, sem intervenção constante do operador. Câmeras e imagens antecipam decisões e ajustes automáticos.
Ganhos mensuráveis em produtividade
Os ganhos aparecem no desempenho diário da operação. A tecnologia amplia a área colhida e reduz custos operacionais significativamente.
Segundo a especialista em marketing tático Tatiane Cravo, conseguem até vinte por cento a mais de hectares colhidos diariamente com economia de quatro vírgula cinco por cento de combustível.
A nova plataforma entrega até doze por cento a mais de hectares colhidos no dia e até três vezes menos perdas na operação.
Conectividade leva monitoramento para o escritório
A conectividade amplia o controle sobre as operações sem necessidade de presença física no campo. O produtor acompanha o desempenho das máquinas via celular ou computador em tempo real.
Eduardo Nusda, consultor de soluções da MacPonta Agro, destaca que é possível monitorar velocidade, consumo de combustível e tempo de máquina parada remotamente.
Alertas automáticos são enviados às equipes sobre qualquer problema nas máquinas, permitindo antecipar problemas e reduzir prejuízos operacionais.
Tecnologia acessível a todos os perfis
Mesmo com alto nível de inovação, a tecnologia não se restringe a grandes propriedades. O portfólio atual atende diferentes perfis de produtores com soluções adaptadas.
Cristiano Fernandes, gerente de território da John Deere, afirma que há opções desde áreas menores até grandes operações, ampliando o acesso às inovações.
Alyson Gondaski, diretor-executivo da MacPonta Agro, observa que a automação mudou a forma de operar as máquinas no campo moderno.
Investimento em capacitação complementa evolução
O avanço tecnológico deve vir acompanhado de capacitação das equipes de campo. Gondaski reforça que o investimento em tecnologia e treinamento são complementares.
Ele deixa recado ao produtor: continue avançando em tecnologia e capacitações, pois a agricultura brasileira evoluiu e já é referência mundial.
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