*Da Redação*
O Dia Nacional do Surdo, comemorado em 26 de setembro, marca progresso significativo na educação. O Ministério da Educação estabeleceu diretrizes para garantir acesso, permanência e aprendizado de alunos surdos.
A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs), instituída pela Portaria MEC nº 588 de julho de 2026, oferecerá Libras como primeira língua e português escrito como segunda. O programa atende estudantes surdos, surdocegos e com deficiência auditiva associada.
Expansão da rede bilíngue
Atualmente, 119 escolas no Brasil oferecem ensino bilíngue para surdos, conforme Censo Escolar 2025. O total compreende 50 escolas bilíngues especializadas e 69 que oferecem turmas bilíngues específicas.
A rede pública lidera a oferta com 94 escolas e 536 salas em funcionamento. A modalidade está respaldada na Lei de Diretrizes e Bases desde 2021, consolidando direitos educacionais da comunidade surda.
Formação continuada de educadores
O Programa Rede Nacional de Formação Continuada (Renafor) capacita profissionais da educação para atuação qualificada. A iniciativa, regulamentada por portaria de fevereiro de 2026, funciona em parceria com universidades federais.
Os cursos abrangem metodologias de ensino, currículo, avaliação e português escrito. Houve aumento de 74% no número de professores com formação específica entre 2024 e 2025.
Vagas em educação superior
A Secretaria de Educação Superior planeja criar 1.040 vagas anuais em cursos de graduação para comunidade surda. As vagas integram o programa Universidades Transformadoras, focando inclusão educacional.
Na rede federal, serão 1.775 vagas em Psicologia, Terapia Ocupacional e Fonoaudiologia. A distribuição visa atender demandas específicas da saúde e cuidado especializado para população surda.
Fonte: CNN Brasil
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