Da Redação
O feriado de 1º de maio, comemorado nesta sexta-feira, marca 102 anos de oficialização no calendário nacional brasileiro. Desde 1924, a data possui reconhecimento formal como feriado nacional, consolidando mais de um século de importância para os trabalhadores do país.
Celebrações anteriores à promulgação oficial
Antes da oficialização em 1924, registros históricos indicam que a data já era celebrada em cidades como Rio de Janeiro e Porto Alegre desde 1891. Movimentos populares marcavam presença significativa nessa data no final do século XIX, muito antes da promulgação formal em âmbito nacional.
Transformações durante o governo Vargas
Durante o primeiro governo de Getúlio Vargas (1930-1945), a designação mudou de “Dia do Trabalhador” para “Dia do Trabalho”. Vargas utilizou a data para apresentar medidas relevantes, incluindo a criação da CLT e aumentos do salário mínimo.
A Lei nº 662, promulgada em 6 de abril de 1949, oficializou a condição de feriado nacional. Posteriormente, a Lei nº 10.607, de 2002, atualizou a legislação anterior, mantendo explicitamente o 1º de maio na lista dos feriados nacionais brasileiros.
Origem internacional da data
Historicamente, o feriado tem origem no evento conhecido como “tragédia de Haymarket”, ocorrido em Chicago nos Estados Unidos em 1886. Naquela ocasião, trabalhadores foram reprimidos durante manifestações que reivindicavam uma jornada de trabalho de 8 horas.
Em 1889, a Internacional Socialista estabeleceu o 1º de maio como um dia de luta e homenagem àqueles trabalhadores. Desde então, a data consolidou-se como símbolo internacional de celebração dos direitos trabalhistas e proteção social dos trabalhadores.
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