Da Redação
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirmou nesta quarta-feira a previsão de expansão de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para o corrente ano. O crescimento será sustentado principalmente pela indústria extrativa, agronegócio e setor de serviços.
Obstáculos para crescimento mais acelerado
A entidade aponta que juros elevados, inflação acima do esperado, custos de produção maiores e importações crescentes restringem uma recuperação mais vigorosa da economia. O diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, ressaltou que setores ligados às commodities liderarão o avanço econômico.
A política monetária restritiva e fragilidades nas contas públicas continuam limitando a expansão. Esses fatores estruturais dificultam um desempenho econômico superior ao projetado.
Inflação revisada para cima
A confederação elevou sua previsão de inflação para 5% neste ano, pressionada por alimentos, combustíveis e serviços. Na indústria de transformação, as perspectivas melhoraram, mas o setor enfrenta pressões do avanço das importações e das taxas de juros elevadas.
A indústria extrativa, diferentemente, é beneficiada pelo aumento da produção de petróleo, com menor sensibilidade aos juros altos.
Situação fiscal preocupante
A receita federal deve crescer 5,8% acima da inflação, mas o aumento das despesas públicas manterá o orçamento em déficit. O endividamento do país deve atingir 82% do PIB.
Esse cenário mantém a pressão sobre as contas externas da nação e limita o espaço para políticas expansionistas.
Fonte: InfoMoney
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