Da Redação
Demanda por crédito em alta, mas com sinais de desaceleração
O volume de solicitações de crédito pelas empresas cresceu 9,8% no acumulado anual, porém recuou 4,5% na variação mensal. Entre consumidores, a demanda atingiu 14,0% no período, com queda mensal de 0,4%. Os números indicam impulso nas necessidades de financiamento, mas apontam esfriamento recente no ritmo de contratação.
Recuperação de crédito ainda distante do ideal
As taxas médias de recuperação de crédito permanecem baixas no mercado. No setor empresarial, a taxa média anual foi de 38,7%, ligeiramente acima dos 37,2% mensais. Para consumidores, a situação é crítica, com recuperação média anual de 57,2% e mensal de 53,7%.
Esses indicadores revelam que grande parte dos créditos concedidos ainda não está sendo quitada pelos devedores.
Inadimplência atinge quase metade da população adulta
O percentual de adultos inadimplentes chegou a 49,7%, refletindo cenário de risco elevado para credores. Entre micro e pequenas empresas, a inadimplência variou 24,5% ao ano, enquanto nas grandes empresas foi de 23,6%.
No mês corrente, os valores contabilizados de inadimplência totalizaram 81,3 milhões de reais em operações.
Fraudes em ascensão: mais de R$ 10,8 bilhões em tentativas no ano
Esforços de criminosos digitais geraram tentativas de fraude somando R$ 10,89 bilhões ao longo do ano, com R$ 1,02 bilhão no último mês. Esse aumento pressiona o comércio eletrônico a intensificar mecanismos de prevenção.
Cartões, empréstimos e consignados: perfil de pagamento com cadastro positivo
O ticket médio das transações com cartão de crédito, quando registrado no cadastro positivo, chegou a R$ 1.344,48, com taxa de pontualidade de 78,6%. Em empréstimos pessoais, o ticket médio foi de R$ 391,16 e a pontualidade atingiu 82,9%.
Veículos registraram ticket médio de R$ 1.373,95 e pontualidade de 81,6%. Crédito consignado mostrou ticket médio de R$ 272,05 com alta pontualidade de 93,4%.
Comércio em retração e processos judiciais em alta
A atividade do comércio apresentou queda acumulada de 0,6% no ano, com retração mensal de 0,7%. No mesmo período, foram registradas 698 falências requeridas e 686 processos correspondentes.
A recuperação judicial foi ainda mais frequente, com 2.466 CNPJs envolvidos e 977 processos ajuizados no período analisado.
Estratégias antifraude ganham destaque no e-commerce
Com o aumento das tentativas de fraude, lojas virtuais adotam tecnologias de análise comportamental, machine learning e inteligência artificial. Esses sistemas avaliam risco de transações em tempo real e bloqueiam operações suspeitas.
A integração desses recursos reduz chargebacks, diminui custos operacionais e melhora experiência do cliente ao acelerar aprovações de compras legítimas.
Equilíbrio entre segurança e usabilidade
Especialistas alertam para combinar medidas rigorosas de segurança — certificados SSL, autenticação reforçada e monitoramento constante — com processos ágeis. Transparência nas solicitações de verificação, apoio rápido ao cliente e treinamento contínuo são fundamentais.
Essas práticas mantêm confiança do consumidor e evitam perdas financeiras causadas pelo abandono de compras.
Indicadores como ferramenta de gestão
Empresas que acompanham métricas de fraudes, chargebacks, recusas e aprovações manuais ajustam rapidamente políticas. Relatórios periódicos, checklists de verificação e revisões de prevenção garantem resiliência.
Esses procedimentos permitem que o comércio eletrônico permaneça preparado diante de novos ataques e vulnerabilidades emergentes.
Perspectivas para o próximo semestre
O cenário aponta continuidade da pressão sobre credores, com demanda robusta acompanhada de alta inadimplência e atividade fraudulenta crescente. O setor de comércio eletrônico intensificará investimentos em tecnologia de prevenção e processos de análise de risco.
O objetivo é equilibrar proteção contra perdas e manutenção de uma jornada de compra fluida e segura para os consumidores.
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