Da Redação
Os juros elevados no Brasil refletem irresponsabilidade fiscal do governo, não uma postura hostil do Banco Central. Essa é a análise do economista Gustavo Franco, ex-presidente da instituição. Franco manifestou esse posicionamento durante painel no T&E Summit, realizado pela Paytrack.
Inconsistência fiscal inviabiliza redução de juros
Franco destaca que a inconsistência da política fiscal atual torna impossível reduzir juros ou cumprir a meta de inflação. O governo mantém déficit primário enquanto exige do BC uma taxa consistente com inflação de 3% ao ano, segundo o economista.
Enquanto a questão fiscal não for resolvida adequadamente, o Banco Central não conseguirá praticar juros menores. O economista afirma que resolver esse problema permitiria juros próximos a 5%, em vez de 10% ao ano.
Pior cenário fiscal da história recente
Franco avalia que a situação fiscal brasileira nunca pareceu tão crítica. O país apresenta resultado negativo de aproximadamente 0,5% do PIB em seu superávit primário. O economista compara essa métrica ao Ebitda empresarial, representando a geração de caixa e capacidade de pagamento do governo.
O superávit primário permaneceu positivo até o governo Dilma Rousseff, alertando para deterioração gradual das finanças públicas. Franco equipara esse processo à degradação urbana progressiva.
Fonte: InfoMoney
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

