O sistema bancário brasileiro receberá em breve exigência para cancelar contas consideradas de risco ou inativas por longo período. A decisão reforça políticas de governança e segurança que vêm ganhando força após registro de fraudes e uso indevido de contas digitais. A proposta implica que bancos identifiquem perfis de uso mínimo ou ausência de verificação de identidade e cancelem ou restrinjam essas contas.
Contas abertas digitalmente, sem movimentação ou sem confirmação de dados como biometria ou documentos, figuram entre as que poderão ser encerradas. O aviso de segurança emitido exige que titulares revejam sua situação: se a conta está inativa, se há pendências cadastrais ou se foram enviadas solicitações de atualização ignoradas, o risco aumenta.
Para se precaver, o correntista deve revisar o extrato e histórico da conta, preencher ou atualizar dados no canal do banco, responder mensagens ou notificações e, se tiver dúvida, entrar em contato com o gerente ou central de atendimento. Ignorar o pedido de confirmação ou atualização cria ambiente para encerramento automático.
O encerramento de conta tem consequências além da simples perda do canal bancário: pode afetar serviços vinculados, crédito pré-aprovado e histórico bancário. Portanto, agir antes de sentir o impacto é o melhor caminho. O banco espera menos que o usuário mova valores altos, e mais que a conta tenha perfil coeso, cadastros completos e uso compatível.
No fim das contas, a era da “conta esquecida” está chegando ao fim. Bancos esperam menos permissividade e mais aderência a regras modernas. Usuário prevenido, portanto, evita surpresa.

