Da Redação
Estudantes ocuparam a sede da Secretaria Estadual de Educação de São Paulo na tarde de quarta-feira. A mobilização protestava contra as políticas educacionais do governo estadual. A Polícia Militar desocupou o prédio durante a madrugada.
Organização e demandas do movimento
A União Paulista dos Estudantes Secundaristas coordenou a ocupação com apoio de entidades estudantis nacionais. Os manifestantes exigiam principalmente a recomposição orçamentária da educação. Segundo os estudantes, houve corte de R$ 11,3 bilhões desde 2024.
O movimento também reivindicava o fim das escolas cívico-militares e reunião com o secretário de Educação. Os protestantes criticavam a plataformização do ensino e pediam retomada do turno noturno.
Ação da Polícia Militar
A PM foi acionada para atender invasão de prédio público, conforme nota da Segurança Pública. Havia 21 pessoas no local, incluindo menores de idade. Após tentativas de negociação, os policiais realizaram a desocupação na madrugada de quinta-feira.
Os manifestantes foram levados ao 2º Distrito Policial em Bom Retiro para oitiva e liberação. Ninguém sofreu ferimentos durante a ação, segundo a polícia.
Posicionamento do governo estadual
A Secretaria de Educação afirmou que o secretário Renato Feder aguardava reunião desde o dia 19. Uma nova audiência foi marcada para sexta-feira, mas não foi realizada devido à ocupação. A pasta informou que há encontro previamente agendado.
Sobre as escolas cívico-militares, a secretaria destacou que representam apenas 100 unidades de 5,3 mil escolas. A pasta alegou investimento recorde de R$ 3,1 bilhões em infraestrutura entre 2023 e 2026.
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