Uma nova onda de filmes de horror reimagina a nostalgia da infância de forma perturbadora. Buddy, dirigido por Casper Kelly em parceria com Jamie King, chega aos cinemas norte-americanos em setembro com uma proposta audaciosa: transformar a inocência dos programas infantis dos anos 1990 em um pesadelo sombrio.
O filme acompanha um grupo de crianças que participa de um programa de televisão apresentado por um unicórnio laranja chamado Buddy, repleto de alegria e músicas. No entanto, quando as crianças tentam abandonar as atividades propostas pelo carismático mascote, descobrem estar presas em um cenário surreal onde aquele personagem adorável se torna uma ameaça real. A trama explora o contraste entre a superfície amigável da programação infantil e o horror que emerge quando a realidade se inverte.
Durante entrevista na San Diego Comic-Con, Kelly revelou as principais influências por trás do projeto. O diretor explicou que parte da equipe buscava uma interpretação sombria do dinossauro roxo de Barney e Seus Amigos, personagem que ele conhecia bem por causa das filhas. Dora, a Aventureira e Blue’s Clues também serviram como referências diretas, particularmente pela forma como objetos e cômodos ganham vida própria nesses programas. O cineasta já havia mencionado anteriormente O Show do Pee-wee e O Mágico de Oz como inspirações adicionais, posicionando-se como um maximalista que busca criar múltiplas camadas de experiência: suspense, humor e emoção no mesmo produto.
Um aspecto jurídico crucial diferencia Buddy de outras produções de horror nostálgico. Barney, Dora e Blue’s Clues permanecem protegidos por direitos autorais e não caíram em domínio público, razão pela qual o filme criou um mascote original em vez de adaptar qualquer um desses personagens estabelecidos. Essa decisão separa significativamente esta produção da leva anterior de filmes que exploraram a nostalgia transformada em terror, evitando questões legais complexas enquanto mantém as inspirações temáticas intactas.
Fonte: Ei Nerd

