Da Redação
Por meio do Serviço de Proteção das Redes Sociais (SMPS), a Fifa identificou e monitorou mais de 30 mil publicações ofensivas direcionadas a profissionais envolvidos em competições da entidade.
Desde janeiro, 11 pessoas foram encaminhadas a autoridades policiais em Argentina, Brasil, França, Polônia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Um caso também foi reportado à Interpol por assédio online durante torneios Fifa.
Lista negra para eventos
A Fifa criará uma lista com responsáveis por comportamentos gravemente hostis. O objetivo é impedir que esses indivíduos obtenham ingressos para eventos e competições futuras da entidade.
Desde 2022, mais de 65 mil posts ofensivos foram enviados às plataformas de mídia social para revisão e possível remoção. Em 2025 apenas, ultrapassam 30 mil reportagens.
Posicionamento da entidade
“O assédio não tem lugar no nosso esporte, e continuaremos trabalhando com Associações Membro, confederações e autoridades policiais para responsabilizar infratores”, afirma comunicado oficial.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, reforçou: “Esse comportamento não tem lugar no futebol nem na sociedade. Estamos tomando todas as medidas possíveis, reportando incidentes e incluindo indivíduos em lista negra.”
Como funciona o sistema de proteção
O SMPS opera contra mensagens racistas, discriminatórias ou ameaçadoras durante grandes competições. A ferramenta também impede que seguidores sejam expostos a conteúdos ofensivos.
O serviço monitora conteúdos direcionados a jogadores, treinadores, equipes e árbitros. Reporta e auxilia na remoção de postagens prejudiciais às plataformas.
Casos graves são encaminhados às autoridades policiais competentes. O sistema filtra e bloqueia mensagens ofensivas antes de chegarem ao destinatário.
A ferramenta coleta dados para apoiar ações disciplinares e aprimorar proteção contra ódio online a longo prazo.
Monitoramento em 2025
O SMPS foi utilizado em diversas competições no ano, incluindo a primeira Copa do Mundo de Clubes no novo formato realizada nos Estados Unidos.
No torneio americano, o serviço monitorou e protegeu todas as 32 equipes participantes. Ações proativas detectaram e reportaram mensagens violentas, ameaçadoras ou discriminatórias.
O sistema analisou 5,9 milhões de postagens durante a competição. Monitorou 2.401 contas ativas em cinco plataformas de mídia social.
Desse total, 179.517 postagens foram sinalizadas para revisão. O serviço reportou oficialmente 20.587 conteúdos às plataformas de mídia social.
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