*Da Redação*
Casos de intolerância racial frequentam estádios de futebol globalmente. A busca por ambientes mais saudáveis no esporte motiva discussões contínuas. O Olaria AC demonstra na prática soluções viáveis para o cenário discriminatório.
O clube que disputa a Série A2 do Campeonato Carioca consolidou nos últimos cinco anos departamento administrativo composto exclusivamente por profissionais negros capacitados. A escolha não partiu de militância, mas de mérito técnico e gestão eficiente.
Gestão baseada em competência
Sob comando do CEO Ricardo Gonzaga e diretor-executivo Fernando Santos, a Ric’s priorizou qualificação profissional acima de qualquer distinção. Wellington Caluta gerencia futebol, Marcelo Souza coordena operações, Rhay Gonzaga atua como vice-presidente.
“A diretoria foi montada por pessoas qualificadas, de valores impares, que respeitam Diretrizes e planejamentos para melhores resultados”, explicou Fernando Santos sobre as escolhas administrativas realizadas.
O executivo complementa: “Não olhamos para a cor, olhamos para a competência”. Essa postura reflete a lacuna entre discurso igualitário e ações concretas na sociedade brasileira contemporânea.
Resultados expressivos no futebol
O trabalho sólido resultou em conquistas significativas recentemente. O futebol profissional participou da Copa do Brasil em 2024 e 2025, primeira vez na história institucional.
A base revelou novos talentos e acumula títulos expressivos. Esses avanços decorrem das decisões qualificadas da gestão, priorizando exclusivamente capacidade técnica e currículo profissional.
“Qualificação é prioridade dentro dos setores do Departamento de Futebol”, afirmou o executivo sobre as exigências internas do clube.
Educação como caminho para transformação
Insultos e gritos discriminatórios persistem em estádios brasileiros. Wellington Caluta reconhece na educação o único instrumento viável para mudança cultural estruturada.
“Educação é fundamental. O investimento nesse setor consequencia melhorias nos demais setores”, pondera o gerente de futebol do Olaria AC.
O profissional destaca: “Não militamos, mas temos muitas referências negras e brancas. Tivemos professores negros e brancos, e agradecemos a todos eles”. Sua reflexão sintetiza abordagem pragmática adotada pela instituição.
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