
O Inter de Milão e o Milan complementam a aquisição do estádio San Siro. Os dois times receberam a aprovação da Câmara Municipal de Milão no último dia 29 de novembro e, nesta quarta-feira, assinaram a escritura que formaliza a venda do local.
Isso aconteceu depois que os rivais da capital da Lombardia receberam um empréstimo de pouco mais de 90 milhões de euros (R$ 554,5 milhões na cotação atual) e o pagamento da primeira parcela à prefeitura por 73 milhões de euros (R$ 449,8 milhões) pela aquisição do estádio. Com isso, o preço final da arena vai ficar em torno de 197 milhões de euros (R$ 1,200 bilhão).
Por meio de um comunicado em conjunto, Inter de Milão e Milan afirmaram que o projeto de construção de um novo estádio será um novo capítulo para a cidade e os dois clubes.
“A construção do novo estádio e o projeto de regeneração urbana da área de San Siro representam um novo capítulo para a cidade de Milão e para ambos os clubes”, afirmaram os dois clubes por meio de um comunicado em conjunto.

O novo estádio dos rivais de Milão terá capacidade para 71.500 torcedores e vai ser construído ao lado do Giuseppe Meazza. O plano inicial previa que as duas equipes já tivessem sua nova casa em 2027, mas isso se tornou impossível por conta dos procedimentos legais.
Com isso, não há um novo prazo para a construção de um novo estádio, mas o objetivo é que ele seja inaugurado em 2031 para que seja usado na Eurocopa do ano seguinte, que vai ser organizada por Itália e Turquia.
O San Siro foi construído em 1925 e foi inaugurado um ano depois. O primeiro jogo foi justamente o clássico “Derby della Madonnina”, com a Internazionale goleando o Rossoneri por 6 a 3. O Milan foi o primeiro dono do estádio, mas passou a dividir a arena com o maior rival em 1947.
Depois disso, o estádio passou a ser propriedade da prefeitura de Milão. A partir de então, Milan e Inter assumiram a responsabilidade pela administração do local, incluindo a manutenção do gramado e outros aspectos operacionais. Esse modelo é semelhante ao do Maracanã, no Rio de Janeiro, que pertence ao Estado e é administrado por Flamengo e Fluminense em regime de concessão.


