Da Redação
A transferência de Yeferson Soteldo para o Fluminense, concluída em 2025, gerou desdobramentos judiciais significativos. A Secasports, gestora de carreira do atacante venezuelano, acionou o Santos acusando coação e inadimplência em acordos financeiros durante as negociações.
Pressão no fechamento do negócio
O Santos teria imposto ultimato na reta final da venda ao Fluminense, fechada por aproximadamente R$ 30 milhões. Os agentes teriam sido pressionados a renunciar dívidas antigas do clube como condição para liberar o atleta. A recusa poderia travar definitivamente a operação.
A Secasports alega ter concordado com os termos sob “pressão extrema” para evitar prejuízos maiores. A empresa agora cobra valores que podem ultrapassar a casa dos milhões em compensação.
Valores em disputa judicial
A ação inclui uma dívida de aproximadamente R$ 515 mil já debatida na Câmara Nacional de Resolução de Disputas. Também cobra cerca de R$ 2,2 milhões em serviços de intermediação anteriores e 5% de comissão sobre a venda.
O pedido contempla ainda indenizações por danos morais, honorários advocatícios e solicitação de arresto de bens do Santos como garantia de pagamento.
Situação atual de Soteldo
O camisa 7 do Fluminense segue com contrato válido até dezembro de 2028. Teve início irregular marcado por lesões e participação no Mundial de Clubes, mas vem sendo utilizado regularmente pelo treinador Luis Zubeldía.
Até o fim de 2025, Soteldo registra 22 partidas e dois gols pelo Tricolor carioca.
Histórico de conflitos do Santos
O caso reacende disputas jurídicas envolvendo o clube paulista. Pendências financeiras anteriores geraram problemas na FIFA, incluindo transfer ban. Agora, a venda que deveria representar alívio financeiro se transforma em nova frente litigiosa.
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