Da Redação
O Vasco retornou a uma final de Copa do Brasil. Em noite de tensão e emoção no Maracanã, o Cruzmaltino eliminou o Fluminense na disputa por pênaltis e garantiu sua participação na decisão do torneio nacional. A classificação ocorreu após resultado negativo de 1 a 0 no tempo regulamentário, que levou o confronto para as cobranças. O Vasco enfrenta o Corinthians na grande final, sendo o primeiro duelo nesta quarta-feira (17).
A partida e o clima de decisão
O clássico manteve tom decisivo desde o primeiro apito. Com vantagem obtida no jogo anterior, quando triunfou por 2 a 1 com gol de Vegetti nos momentos finais, o Vasco entrou em campo administrando o resultado. O Fluminense, por sua vez, adotou postura ofensiva e pressionou desde os primeiros minutos.
O confronto apresentou forte disputa no meio-campo, marcação alta e poucos espaços concedidos. A torcida tricolor apoiava intensamente, enquanto os vascaínos respondiam com constante suporte, transformando o estádio em caldeirão de emoções.
O gol que reequilibrou a disputa
O Fluminense abriu o placar aos 35 minutos da primeira etapa. Canobbio avançou pela direita e cruzou rasteiro para a área. Everaldo tentou finalizar e acertou a trave de Léo Jardim. Paulo Henrique tentou afastar o perigo, mas desviou contra o próprio gol, colocando o Tricolor em vantagem no placar.
A partir daquele momento, o jogo tornou-se ainda mais nervoso. O Vasco buscava manter controle emocional enquanto o Fluminense aproveitava o embalo para pressionar ainda mais a defesa vascaína.
Segundo tempo e chances escassas
No segundo tempo, ambos os técnicos promoveram alterações. O Fluminense acionou Ganso e John Kennedy para aumentar criatividade ofensiva. O Vasco apostou em mudanças pontuais para reforçar a marcação e explorar contra-ataques.
Apesar das tentativas, as chances claras foram escassas. Vegetti, herói do primeiro confronto, foi bem marcado e teve pouca participação. Hugo Moura encontrou dificuldades na transição ofensiva. O tempo avançava, a tensão crescia e a decisão seguiu para os pênaltis.
Pênaltis e o momento de Coutinho
Nas cobranças, o Vasco novamente demonstrou personalidade, característica marcante de sua campanha na Copa do Brasil de 2025. Vegetti desperdiçou sua batida, assim como John Kennedy pelo lado do Fluminense, mantendo equilíbrio.
O momento simbólico veio com Philippe Coutinho. O camisa 10 assumiu responsabilidade no penúltimo pênalti e bateu com precisão extrema, no ângulo de Fábio, em chute indefensável. A cobrança repercutiu nas redes sociais, com torcedores destacando a frieza técnica em máxima pressão.
Na sequência, Canobbio foi parado por Léo Jardim, que novamente se consolidou como protagonista em decisões. O goleiro vascaíno caiu no canto certo e realizou defesa crucial que aproximou o Vasco da final.
Puma Rodríguez executou a última cobrança: o lateral foi firme, deslocou o goleiro e confirmou a classificação cruz-maltina, levando jogadores e torcedores à explosão de alegria no Maracanã.
As palavras de Coutinho após a classificação
Após a partida, Philippe Coutinho falou sobre o peso da cobrança e dividiu méritos com o grupo. O meia destacou o trabalho realizado durante a semana e a confiança construída nos treinamentos.
Coutinho exaltou Léo Jardim, chamando-o de “muralha”, pelo desempenho decisivo. O camisa 10 ressaltou a importância da torcida, que apoiou a equipe durante toda a temporada, e classificou a noite como inesquecível, marcada por alívio, felicidade e gratidão.
A final contra o Corinthians
Com a vaga assegurada, o Vasco volta a disputar uma final de Copa do Brasil após 14 anos, recolocando o clube em um dos palcos mais importantes do futebol nacional. A decisão será contra o Corinthians, rival tradicional.
O primeiro jogo acontece nesta quarta-feira (17), às 21h30, na Neo Química Arena. A partida de volta está marcada para domingo, às 18h30, com local ainda a ser definido pela diretoria vascaína.
Embalado pela campanha consistente e força demonstrada em momentos decisivos, o Gigante da Colina sonha em encerrar o jejum e levantar novamente a taça do torneio nacional.
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