*Da Redação*
Uma descoberta significativa sobre a origem da Via Láctea foi divulgada por astrônomos da NASA, ESA e CSA. Os telescópios James Webb e Hubble identificaram o objeto Terzan 5, localizado no centro galáctico, como estrutura rara preservando características primitivas do núcleo da galáxia.
Estrutura complexa com múltiplas gerações de estrelas
Terzan 5 se destaca pela sua complexidade incomum entre aglomerados globulares convencionais. A análise revelou a presença de quatro gerações distintas de estrelas com idades variadas ao longo de bilhões de anos.
As gerações identificadas datam de aproximadamente 12,5 bilhões, 4,7 bilhões, 3,8 bilhões e 2,5 bilhões de anos atrás. Esse padrão indica um processo complexo de enriquecimento químico onde explosões de supernovas liberaram elementos que alimentaram novas formações estelares.
Observações revolucionárias dos telescópios espaciais
O telescópio James Webb utilizou capacidades de observação em infravermelho para transpor a densa poeira cobrindo a região central galáctica. Pesquisadores mapearam estrelas fracas analisando cores e brilho para estimar composição e idade.
O Hubble, com registros de mais de uma década, identificou movimentos estelares e diferenciou objetos pertencentes a Terzan 5. Essa combinação permitiu reconstruir o histórico do objeto com precisão sem precedentes na astronomia.
Implicações para compreensão da formação galáctica
Conforme pesquisadores, Terzan 5 surgiu como parte de grandes estruturas gasosas nos primeiros bilhões de anos do Universo. Esses blocos se fragmentaram, formaram estrelas e migraram para regiões centrais das galáxias.
A descoberta revisa significativamente a compreensão científica sobre construção e evolução das galáxias. Particularmente, esclarece mecanismos responsáveis pela formação do bojo galáctico da Via Láctea ao longo do tempo cósmico.
Fonte: Olhar Digital
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