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Radar 364 > Geral > Brasil identifica processo inédito de fossilização em réptil alado de 113 milhões de anos
Geral

Brasil identifica processo inédito de fossilização em réptil alado de 113 milhões de anos

Por Pablo Publicados 29 de junho de 2026
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2 Min. de Leitura
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*Da Redação*

Conteúdo
Preservação Excepcional com Biomoléculas IntactasAnálise Colaborativa entre Brasil e AustráliaBrasil Consolida Liderança em Paleontologia Internacional

Pesquisadores brasileiros e internacionais descobriram um mecanismo de fossilização desconhecido ao estudar pterossauro encontrado na Formação Romualdo, Bacia do Araripe, Ceará. O fóssil, preservado há aproximadamente 113 milhões de anos, foi analisado por equipe que publicou resultados na revista iScience. A descoberta desafia conceitos tradicionais sobre preservação de fósseis notáveis.

Preservação Excepcional com Biomoléculas Intactas

O espécime mantém estrutura tridimensional completa e conservou biomoléculas extremamente frágeis, incluindo resquícios de esteroides. Essa preservação é considerada rara mesmo entre os fósseis mais importantes globalmente. Paleontólogos acreditavam que fósseis bem preservados exigiam ambientes com baixa atividade microbiana para evitar decomposição bacteriana.

A nova pesquisa comprova que essa lógica não é universal ou obrigatória para preservação excepcional. Os achados abrem novas perspectivas sobre os mecanismos que protegem estruturas delicadas ao longo de milhões de anos geológicos. O fóssil desafia compreensões convencionais consolidadas na área.

Análise Colaborativa entre Brasil e Austrália

O pterossauro pertence à família Anhangueridae, réptil alado que dominava céus do período Cretáceo. Diferentes de dinossauros, integra grupo evolutivo distinto. A asa foi escavada em 2012 durante projeto financiado pelo CNPq e permaneceu exposta no Museu de Paleontologia de Santana do Cariri.

Em 2023, pesquisadores brasileiros e australianos iniciaram colaboração aplicando novas técnicas analíticas que revelaram resultados extraordinários. Apenas pequenos fragmentos foram utilizados nos experimentos, preservando o fóssil íntegro no Brasil durante todo o processo de investigação.

Brasil Consolida Liderança em Paleontologia Internacional

Conforme Renan Bantim, doutor em Geociências e pesquisador da Universidade Regional do Cariri, a descoberta amplia o entendimento sobre formação de fósseis excepcionais. O achado reforça o protagonismo que o Brasil vem conquistando nas últimas décadas em paleontologia global. A Bacia do Araripe, em Mato Grosso e Ceará, permanece como local privilegiado para investigações científicas.

Fonte: Olhar Digital

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