Da Redação
O cometa 3I/ATLAS surpreendeu astrônomos com atividade de vulcões de gelo, segundo pesquisa divulgada no servidor arXiv. Imagens do Telescópio Joan Oró, localizado na Espanha, registraram jatos de gás e poeira saindo da superfície. O objeto interestelar se aproximava do Sol durante as observações. Os pesquisadores Josep Trigo-Rodríguez e sua equipe identificaram criovulcões – erupções de materiais congelados – comparáveis aos observados em corpos transnetunianos.
O cometa, descoberto em julho de 2025, oferece oportunidade única para estudar a química de sistemas estelares distantes. Trata-se do terceiro objeto interestelar detectado, após ‘Oumuamua em 2017 e Borisov em 2019. Os achados ampliam compreensão sobre formação planetária em outras regiões da galáxia.
Mecanismo de erupção vulcânica gelada
O aquecimento próximo ao periélio em 29 de outubro ativou sublimação intensa no núcleo. Gelo seco, composto por dióxido de carbono sólido, transforma-se em gás penetrando o interior do cometa. Essa transformação reage com metais como ferro e níquel, expelindo jatos violentos para o espaço.
Análises espectrométricas compararam a composição com condritos carbonáceos coletados na Antártida. Os resultados confirmam a natureza primitiva do material cometário. Essa evidência sugere preservação de componentes originais desde a formação do sistema solar distante.
Características orbitais e dimensões
O Telescópio Hubble e agências espaciais estimam diâmetro entre 440 metros e 5,6 quilômetros. A massa aproximada alcança 660 milhões de toneladas em movimentação a 221 mil quilômetros por hora. Sua trajetória hiperbólica indica origem em outro sistema estelar após jornada de bilhões de quilômetros pelo espaço.
A superfície bombardeada por radiação cósmica preserva informações sobre processos de formação planetária muito antigos. Embora os dados sejam preliminares, a comunidade científica acompanha com interesse o desenvolvimento da pesquisa.
Conexão com objetos do Sistema Solar
O pesquisador Josep Trigo-Rodríguez manifestou surpresa com as similaridades descobertas. Criovulcões frequentes em Netuno e Urano sugerem herança química compartilhada entre sistemas. A sublimação ocorre a 378 milhões de quilômetros do Sol, liberando brilho rápido detectável de observatórios terrestres.
O cometa funciona como cápsula do tempo preservando segredos de uma galáxia distante. Sua trajetória futura o levará novamente para o espaço interestelar, após enriquecer nosso conhecimento astronômico. O estudo aguarda revisão formal por pares especializados para validação científica.
Perguntas Frequentes
O que são criovulcões?
Erupções de gelo que liberam gás e poeira em corpos celestes muito frios do espaço.
Qual a origem de 3I/ATLAS?
Veio de outro sistema estelar. É o terceiro objeto interestelar já detectado pela comunidade científica.
Qual a importância científica da descoberta?
Revela química primitiva e processos de formação em mundos distantes ainda desconhecidos.
Existe risco de impacto com a Terra?
Não. O cometa segue trajetória que o leva direto para o espaço interestelar novamente.
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