Friedrich Merz e Lula na Cúpula dos Líderes, em Belém (PA), 07/11/2025 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (d) recebe o primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz (e). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
” data-medium-file=”https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/11/rbr2075.webp?fit=300%2C225&quality=70&strip=all” data-large-file=”https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/11/rbr2075.webp?fit=1024%2C768&quality=70&strip=all”>O governo da Alemanha emitiu nesta terça-feira (18) uma retratação formal pelo comentário do primeiro-ministro Friedrich Mez sobre o Brasil. Na nota, o governo diz que tem “grande respeito [pelo Brasil] pelo feito de organizar uma conferência internacional tão importante”. O comunicado também elogia a “natureza impressionante” da Amazônia.
O texto diz que “o chanceler federal lamentou não ter tido tempo para viajar até as margens do Amazonas e conhecer melhor a natureza impressionante da região”. “Em sua coletiva de imprensa em Belém, ele descreveu o Brasil como um importante país parceiro da Alemanha”.
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A nota menciona ainda o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre), com o qual a Alemanha disse que contribuiria, mas não anunciou nenhum valor oficialmente. “Durante sua breve viagem a Belém, o chanceler federal explicou a política climática do novo governo federal, prometeu uma contribuição significativa para o Fundo Florestal e manteve uma conversa produtiva e voltada para o futuro com o presidente brasileiro Lula”.
Entenda o casoMerz esteve em Belém para a cúpula de líderes no início deste mês. Ele também teve uma reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De volta à Alemanha, o chanceler participou do Congresso Alemão do Comércio e em seu discurso, ao pedir que os presentes valorizassem a Alemanha, acabou atacando o Brasil.
Na ocasião, o chanceler relatou que, ao final da visita ao Brasil perguntou a jornalistas que estavam em sua comitiva se eles gostariam de ficar no Brasil, em vez de voltar à Alemanha. “Ninguém levantou a mão”, falou.
A fala do primeiro-ministro não foi bem recebida no Brasil. Neste terça, o presidente Lula disse que Merz “deveria ter ido em um boteco no Pará”, dançado e provado a culinária local. O presidente brasileiro falou ainda que “Berlim não oferece a ele 10% da qualidade que oferece o Estado do Pará e a cidade de Belém.”
O governador do Pará, Helder Barbalho, e o prefeito de Belém, Igor Normando, também criticaram as falas do alemão, que chamaram de preconceituosas.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também se somou às vozes críticas. Nas redes sociais, Paes chamou Merz de “filhote de Hitler” e “nazista”, ampliando o desgaste causado pelas declarações feitas durante um evento do comércio alemão.
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