O Observatório Vera C. Rubin iniciou nesta terça-feira (30) suas operações científicas no deserto do Atacama, no Chile. O complexo dará início ao Legacy Survey of Space and Time (LSST), um programa que observará o céu do hemisfério sul durante uma década, criando o mais amplo registro contínuo das transformações do Universo já realizado.
Instalado no cume da montanha Cerro Pachón, o observatório utiliza uma câmera digital de 3.200 megapixels capaz de registrar imagens em alta resolução a cada 40 segundos. Essa velocidade permitirá acompanhar desde mudanças lentas até eventos extremamente rápidos no espaço, formando uma sequência cronológica sem precedentes da atividade cósmica. O diferencial do equipamento está na combinação entre grande capacidade de captação de luz, amplo campo de visão e rapidez na obtenção das imagens.
Os dados coletados servirão de base para pesquisas sobre a evolução do cosmos, matéria escura, energia escura, formação de galáxias, e fenômenos como supernovas e estrelas variáveis. Durante a fase de testes, o observatório já identificou mais de 11 mil asteroides desconhecidos, incluindo 33 objetos próximos da Terra e 380 corpos transnetunianos. A iniciativa, mantida por instituições científicas dos Estados Unidos, produzirá cerca de dez terabytes de dados por noite, disponibilizados para pesquisadores de diferentes áreas do mundo.
Fonte: Olhar Digital


