Da Redação
Problemas identificados na vigilância municipal
Três instituições divulgaram pesquisa sobre o Smart Sampa, sistema de videomonitoramento de São Paulo. A análise encontrou falsos positivos, prisões indevidas e riscos à privacidade dos cidadãos. O relatório questiona a transparência e efetividade do programa municipal.
Números e contradições
Desde 2023, o Smart Sampa opera com até 40 mil câmeras e custo mensal de R$ 9,8 milhões. O sistema registrou 1.246 abordagens e 1.153 prisões, das quais 540 classificadas como “outros” sem detalhamento. Pesquisadores alertam sobre falta de transparência nos dados oficiais.
Dados de liberdade condicional representaram mais de 90% das categorias indefinidas. Roubo (153), tráfico (137) e furto (17) foram os crimes mais frequentes registrados.
Viés racial e territorial
A pesquisa aponta concentração geográfica em bairros periféricos e centro. Homens representam 93,58% das prisões, enquanto 58,9% dos registros carecem de informação racial. O documento questiona se o sistema reforça segregação histórica e vigilância desigual.
Organizações argumentam que o Smart Sampa aprofunda desigualdades e criminaliza determinados corpos e territórios específicos.
Falhas técnicas confirmadas
Pelo menos 23 pessoas foram conduzidas indevidamente por falhas no reconhecimento facial. Outros 82 indivíduos foram presos e posteriormente liberados após investigação. Questionamentos também surgiram sobre armazenamento de dados pessoais de crianças e adolescentes.
Resposta da prefeitura
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana nega registros de prisões injustas. Afirma que todos os alertas são validados por agentes humanos e apresenta índice de assertividade de 99,5%. O contrato segue até agosto de 2028 com investimento de até R$ 10 milhões mensalmente.
Prefeitura aponta resultados: 2.709 foragidos presos, 3.650 prisões em flagrante, 153 desaparecidos localizados e 2.017 ocorrências com veículos atendidas.
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