Da Redação
A União Europeia iniciou investigação formal contra o TikTok por possíveis deficiências nas proteções destinadas a menores de idade. Os reguladores apontam exposição de crianças e adolescentes a riscos como cyberbullying, contatos indesejados e vazamento de dados pessoais. A investigação se baseia na Lei de Serviços Digitais (DSA), que exige proteções rigorosas das grandes plataformas digitais.
Configurações de segurança questionadas
Os reguladores europeus criticam as definições de privacidade nas contas de menores no TikTok. A plataforma permite que adolescentes mantenham perfis públicos, expondo conteúdo para qualquer usuário da internet. Mesmo em contas privadas, desconhecidos conseguem localizar menores através de listas de seguidores acessíveis.
A União Europeia defende que contas de menores deveriam ser privadas automaticamente por padrão. Apenas usuários aprovados pelos próprios jovens poderiam acessar seus perfis e conteúdo. Os reguladores entendem que a privacidade deve ser garantida, não deixada a cargo do usuário.
Resposta da plataforma
O TikTok informou que colaborará integralmente com os investigadores europeus. A empresa afirma oferecer mais de 50 recursos de privacidade e segurança já ativados por padrão nas contas.
Segundo a plataforma, contas de menores de 18 anos já nascem privadas automaticamente. Adolescentes mais jovens não podem utilizar mensagens diretas na rede social. O TikTok ressalta seus esforços contínuos em proteção de menores.
Possíveis penalidades
Caso seja condenada por descumprir regulações europeias, a plataforma enfrenta multa de até 6% do faturamento anual global. Henna Virkkunen, responsável por tecnologia na União Europeia, reforçou que proteção de menores deve ser padrão obrigatório. Não pode ser apenas uma escolha opcional para usuários.
Fonte: Olhar Digital
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