Da Redação
Liderança nacional em crescimento
A indústria de Mato Grosso apresentou o melhor desempenho do setor no Brasil durante o mês de novembro de 2025. De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE, a produção no estado avançou 7,2% em comparação ao mês anterior. Consequentemente, o resultado colocou a região à frente de estados como Espírito Santo (4,4%) e Paraná (1,1%), enquanto a média nacional permaneceu estagnada.
Nesse sentido, o Secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, pontuou que os números comprovam a eficácia das políticas de estímulo à industrialização. Além disso, o gestor destacou que a segurança jurídica e os incentivos estruturados atraem capital privado. Portanto, a indústria local consegue diversificar a economia e reduzir a exportação exclusiva de produtos primários.
Setores que impulsionaram o índice
Segundo dados do Observatório da Fiemt, a indústria química liderou a expansão através da fabricação de fertilizantes minerais (NPK). Outro pilar fundamental foi o setor de alimentos, focado no processamento de carnes bovinas. Dessa forma, a integração com o agronegócio garante a resiliência do parque industrial mato-grossense frente às oscilações do mercado externo.
Somado a isso, o segmento de bebidas exerceu papel relevante no balanço positivo, especialmente na produção de cervejas e chope. O presidente da Fiemt, Sílvio Rangel, avalia que esse conjunto de atividades sustenta o crescimento robusto. Por isso, a expectativa é que o ambiente favorável se intensifique nos próximos meses de 2026.

Projeções e novas regras para 2026
O governo estadual projeta um novo impulso industrial para 2026 devido à atualização da legislação tributária. A partir de 1º de janeiro, novas regras definem o enquadramento de microcervejarias artesanais com produção de até 5 milhões de litros anuais. Afinal, a clareza nas normas elimina a insegurança jurídica e incentiva a modernização das plantas industriais.
Com efeito, essa mudança permite que pequenos e médios produtores ampliem a distribuição regional e invistam em novas tecnologias. Além disso, a medida exige regularidade fiscal, o que promove uma concorrência mais equilibrada no mercado. Consequentemente, o estado espera fortalecer a cadeia de suprimentos, logística e a geração de empregos qualificados em todo o território.


