Da Redação
Ação na justiça
Turistas originários de Cuiabá que sofreram violência em Porto de Galinhas decidiram processar a prefeitura e governo estadual de Pernambuco. Johnny Andrade Barbosa e Claiton Zanatta formalizaram a intenção jurídica nesta segunda-feira (29), após serem agredidos por barraqueiros no sábado anterior. As vítimas apontam omissão do poder público no ordenamento da orla e deficiência no atendimento médico local como motivação para buscar reparação judicial.
Nota oficial e investigações
A Prefeitura de Ipojuca emitiu nota oficial repudiando e lamentando o episódio. A gestão municipal classificou o ataque como “fato grave e incompatível com os valores de hospitalidade” do destino turístico. O Governo de Pernambuco informou que a Secretaria de Defesa Social identificou 14 pessoas envolvidas nas agressões. A governadora definiu o espancamento como “crime grave” e garantiu que punição dos responsáveis é prioridade do estado.
Relato do “massacre”
O conflito iniciou quando comerciantes tentaram cobrar R$ 80,00 pelo uso de cadeiras, embora o valor combinado fosse R$ 50,00. Segundo Johnny, ao recusar o pagamento abusivo, foi atingido por cadeira e derrubado. Cerca de 15 pessoas teriam participado do que ele descreveu como “massacre”. Os turistas criticaram a unidade de saúde local pela ausência de ambulância e aparelhos de raio-x para atendimento emergencial.
Reforço na segurança
Após repercussão negativa, a Polícia Militar anunciou esquema de reforço no policiamento em toda região de Porto de Galinhas. O caso acendeu alerta sobre segurança dos visitantes durante alta temporada de fim de ano. Autoridades buscam recuperar confiança dos turistas, enquanto advogados das vítimas preparam intimações contra Prefeito de Ipojuca e governo estadual pelos danos físicos e morais sofridos.
FAQ
1. O que motivou a agressão contra os turistas? O desentendimento começou por desacordo comercial, onde barraqueiros tentaram cobrar quase o dobro do valor inicialmente pactuado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol.
2. Alguém foi preso ou identificado? Até o momento, o Governo de Pernambuco confirmou identificação de 14 suspeitos de participarem do espancamento. Investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Civil.
3. Qual a justificativa para o processo contra o Estado? As vítimas alegam falha na segurança pública pela ausência de policiamento na orla e precariedade no atendimento de saúde municipal, que não possuía equipamentos básicos para primeiros socorros.
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