Da Redação
Infraestrutura energética sob ataque
No 19º dia do conflito, o Irã concentrou suas ofensivas contra instalações de energia no Golfo Pérsico. A maior usina de exportação de gás natural liquefeito do mundo, localizada em Ras Laffan no Catar, foi atingida pelos ataques iranianos. O Catar respondeu expulsando todos os diplomatas iranianos e funcionários de sua embaixada.
Um campo de gás em Pars, no Irã, também sofreu bombardeios atribuídos a Israel com aprovação dos Estados Unidos. Arábia Saudita relatou ter interceptado quatro mísseis direcionados a Riad e um drone que visava instalações de gás no leste do país.
Líderes governamentais assassinados
Israel eliminou Esmail Khatib, ministro da Inteligência do Irã, conforme confirmado pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian. O assassinato marca mais uma morte de autoridade sênior iraniana durante o conflito.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que Netanyahu autorizou as Forças Armadas a eliminar qualquer autoridade sênior iraniana sem aprovação prévia em cada operação.
Beirute e norte do Irã sob bombardeio
Quatro ataques israelenses atingiram o centro de Beirute durante a noite, deixando ao menos 12 mortos segundo mídia local. Os bombardeios ocorreram em área densamente povoada próxima à sede do governo libanês.
Israel iniciou operações no norte do Irã pela primeira vez desde o início da guerra, ampliando o escopo geográfico dos ataques aéreos.
Avisos de consequências incontroláveis
O presidente Pezeshkian alertou que ataques à infraestrutura energética iraniana podem desencadear consequências “incontroláveis” e impactos não previstos. O ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi sinalizou aumento na pressão internacional contra o conflito.
Araghchi reafirmou que a postura do Irã sobre desenvolvimento nuclear não sofrerá mudanças significativas, mantendo sua posição estratégica na negociação.
Posições contraditórias americanas
Trump afirmou via rede social que os EUA estão “rapidamente tirando” o Irã “de ação”. Contrastando, a diretora de Inteligência Nacional Tulsi Gabbard declarou que o governo iraniano permanece “intacto” apesar dos impactos dos bombardeios.
Condenações internacionais e brasileiras
O Vaticano se dirigiu diretamente a Trump pedindo término rápido do conflito no Oriente Médio, gesto diplomaticamente incomum. O chanceler brasileiro Mauro Vieira expressou preocupação com possível fragmentação do Irã e atuação de milícias desorganizadas.
O Brasil vem mantendo postura cautelosa sobre o conflito, evitando pronunciamentos contundentes até o momento.
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