O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou neste domingo (23) que o plano de paz para a guerra entre Rússia e Ucrânia pode ficar pronto até quinta-feira (27).
Ele falou com a imprensa após uma rodada de reuniões em Genebra, na Suíça, com líderes ocidentais aliados da Ucrânia.
“Queremos finalizar o acordo o mais rápido possível e adoraríamos terminá-lo até quinta-feira”, afirmou Rubio.
Segundo ele, Washington considera o cronograma apertado, mas ainda assim viável, já que os negociadores fecharam pontos importantes do texto.
“Dia mais produtivo” nas negociações desde o início da guerra
Rubio classificou este domingo como “o dia mais produtivo” desde o começo das conversas sobre o fim do conflito, em fevereiro de 2022.
De acordo com o secretário, as delegações reduziram diferenças em temas que, até então, travavam o avanço do diálogo.
Mesmo assim, algumas questões estratégicas seguem em aberto.
Entre elas, estão os papéis futuros da União Europeia (UE) e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na segurança da região.
Esses pontos envolvem, por exemplo, garantias de segurança para a Ucrânia e limites para a presença militar nas áreas em disputa.
Questões pendentes não são intransponíveis, diz Rubio
Apesar dos impasses, Rubio adotou um tom otimista.
Ele ressaltou que nenhuma das divergências restantes é intransponível e que os negociadores conseguem tratar dos detalhes técnicos até quinta-feira, caso mantenham o atual ritmo de trabalho.
Além disso, o secretário de Estado disse acreditar que a Rússia pode aceitar o plano, desde que o texto final apresente “condições razoáveis para todos os lados”.
Segundo Rubio, os Estados Unidos e os aliados tentam equilibrar segurança regional, soberania ucraniana e estabilidade de longo prazo na Europa.
Possíveis efeitos de um acordo de paz na Ucrânia
Um acordo até quinta-feira abriria espaço para um cessar-fogo mais amplo e, em seguida, para negociações políticas de reconstrução.
Isso poderia reduzir a pressão econômica global, especialmente sobre energia e alimentos, que sofreram forte impacto desde 2022.
Por outro lado, analistas lembram que qualquer pacto depende do cumprimento efetivo das cláusulas.
Assim, países europeus, os EUA e organismos internacionais devem monitorar o acordo de paz na Ucrânia e cobrar compromissos claros das partes envolvidas.

