Da Redação
Adiamento do julgamento em Londres
A Corte de Londres adiou o julgamento contra a mineradora BHP pelos danos do desastre de Mariana. As audiências, antes previstas para outubro de 2026, ocorrerão a partir de abril de 2027.
O tribunal analisará a comprovação e quantificação dos prejuízos da tragédia. A decisão considera pedidos tanto dos advogados dos atingidos quanto da própria BHP sobre cronogramas mais viáveis.
O desastre de 2015
O rompimento da barragem da Samarco ocorreu em novembro de 2015 em Mariana, Minas Gerais. A joint venture entre BHP e Vale causou 19 mortes e contaminou o rio Doce.
Os rejeitos de mineração soterraram o distrito de Bento Rodrigues, deixando marcas profundas na região. O desastre é considerado um dos maiores do Brasil.
Redução de autores no processo
Aproximadamente 240 mil pessoas que receberam indenizações no Brasil serão excluídas do processo britânico. Isso reduz os autores de 620 mil para 380 mil participantes.
A Corte reconheceu a validade das quitações assinadas pelos atingidos através dos programas implementados no Brasil desde 2015. As partes discutem detalhes formais dessa exclusão.
Compensações e perspectivas
Mais de 610 mil pessoas já receberam compensação desde o rompimento da barragem. A Samarco, com apoio da BHP e Vale, implementa o Novo Acordo do Rio Doce de outubro de 2024.
O acordo assegurou R$ 170 bilhões em recursos. A BHP também apresentará recurso contra a sentença de responsabilidade anunciada em novembro de 2025.
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