Da Redação
Revelação de arquivos americanos
O Departamento de Justiça dos EUA publicou documentos que revelam contatos frequentes entre Ariane de Rothschild e Jeffrey Epstein. A executiva do banco Edmond de Rothschild trocou dezenas de mensagens com o financista entre aproximadamente 2013 e 2019.
Os registros indicam encontros planejados nas propriedades de Epstein em Paris e Nova York. Os arquivos foram divulgados após pressão de vítimas e membros do Congresso americano.
Questionamentos sobre explicações anteriores
Em 2023, o banco havia declarado ao Wall Street Journal que os contatos ocorriam apenas por razões profissionais rotineiras. Os documentos agora disponíveis colocam essa explicação em dúvida.
Não existem evidências de conduta criminosa entre os dois, segundo os arquivos. Porém, a intimidade dos contatos contraria a narrativa anterior da instituição financeira.
Conteúdo das mensagens
Em março de 2019, Epstein informou estar em Paris e de Rothschild respondeu entusiasmada sobre encontro-se lá também. Ela perguntou quando poderiam se encontrar, e ele sugeriu o dia seguinte.
Um diálogo de 2016 mostra Epstein oferecendo seu apartamento privado para que de Rothschild se hospedasse quando gripada. Ele ressaltou que seria privado e ninguém saberia do arranjo.
Resposta da instituição financeira
Porta-voz do banco Edmond de Rothschild afirmou que Epstein era apenas conhecido de negócios de 2013 a 2019. A executiva não tinha conhecimento da conduta criminosa dele, conforme o comunicado.
O banco condenou inequivocamente o comportamento e os crimes de Epstein. A instituição não quis comentar sobre mensagens individuais.
Carreira e posição atual
Ariane de Rothschild assumiu a posição de CEO do banco Edmond de Rothschild em 2023. Integra uma das linhagens bancárias mais renomadas da Europa desde seu matrimônio em 1999.
O banco, sediado em Genebra, gerencia 184 bilhões de francos suíços, equivalentes a aproximadamente 236,8 bilhões de dólares americanos.
Histórico de Epstein
Jeffrey Epstein se declarou culpado por solicitação de prostituição de menor em 2008, cumprindo 13 meses de cadeia na Flórida. Em 2019 enfrentou novas acusações de tráfico sexual e exploração.
O financista morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento. Seu nome aparece em mais de 4.400 resultados nas buscas dos arquivos do Departamento de Justiça americano.
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