*Da Redação*
O governo chinês anunciou neste sábado inspeção nacional de segurança contra incêndios em edifícios altos. A medida responde ao incêndio ocorrido em Hong Kong que resultou em pelo menos 128 vítimas fatais. O desastre atingiu conjunto habitacional localizado em Tai Po.
Focos da inspeção nacional
O Ministério de Gerenciamento de Emergências destacará prédios em obras e reformas internas em sua fiscalização. A inspeção abrangerá reformas nas paredes externas e modificações em apartamentos.
Também serão verificados materiais inflamáveis em sistemas de isolamento externo e itens de construção proibidos. Andaimes de bambu, equipamentos de segurança contra incêndio e rotas de emergência integram a lista de análise.
“Devemos fortalecer de forma abrangente o gerenciamento da segurança contra incêndios de prédios altos para proteger efetivamente a vida e a propriedade das pessoas”, afirmou o ministério em comunicado oficial. O Comitê de Segurança do Trabalho do Conselho de Estado ordenou início imediato das inspeções nas autoridades locais.
Cidades devem realizar vistorias completas e adotar ações corretivas imediatas ao identificarem riscos. As medidas visam evitar novos incidentes de segurança em estruturas verticais.
Sensibilidade política e histórico recente
Autoridades chinesas demonstram grande sensibilidade a incidentes que possam afetar estabilidade social. Em 2022, incêndio em Xinjiang matou dez pessoas e gerou protestos generalizados no país.
A tragédia em Hong Kong representa novo teste para o controle de Pequim sobre a cidade. Por isso, o governo central busca responder rapidamente e demonstrar máxima prioridade ao tema.
Detalhes do incêndio em Hong Kong
O incêndio atingiu conjunto Wang Fuk Court em Tai Po na quarta-feira da semana passada. As chamas se espalharam rapidamente e alcançaram sete dos oito blocos de 32 andares do complexo.
Os prédios passavam por reforma com andaimes de bambu e materiais de isolamento de espuma nas estruturas. Especialistas apontam que esses itens podem ter alimentado a propagação do fogo.
Registros visuais mostram fogo e fumaça consumindo os andaimes que cruzavam vários edifícios. Moradores tentavam deixar a área com urgência durante o desastre.
As investigações continuam em andamento sobre as causas específicas do incêndio. O episódio levou Pequim a revisar práticas de construção e reforma em edifícios altos em toda a China.
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

