Da Redação
A China iniciou nesta terça-feira (30/12/2025) a operação Missão de Justiça 2025, realizando os maiores exercícios militares de cerco contra Taiwan registrados até o momento. Durante a ação, o Comando do Teatro Oriental disparou foguetes em águas estratégicas ao norte e ao sul da ilha. De acordo com o governo chinês, as manobras servem como uma resposta direta à venda de armamentos norte-americanos para o território taiwanês.
Intensificação das manobras militares
As unidades navais e aéreas chinesas executaram 10 horas de disparos reais para simular ataques a alvos marítimos. Além disso, as forças de Pequim utilizaram novos navios de assalto e realizaram treinamentos antissubmarinos ao redor de toda a costa de Taiwan. A mídia estatal chinesa destacou a superioridade tecnológica do país e a prontidão do Exército de Libertação do Povo para tomar o controle da ilha pela força.
Os exercícios ocorrem exatamente 11 dias após os EUA anunciarem um pacote recorde de defesa no valor de US$ 11,1 bilhões. Consequentemente, as autoridades chinesas endureceram o discurso diplomático. O Escritório de Assuntos de Taiwan afirmou que qualquer tentativa de intervenção externa enfrentará uma resistência militar severa.
Reação e defesa de Taiwan
O governo de Taiwan monitora a situação e mantém as tropas da linha de frente em alerta máximo. O presidente Lai Ching-te declarou que a ilha está preparada para a autodefesa, contudo, ressaltou que Taipé não pretende agravar o conflito. Fontes de segurança locais indicam que os chineses simularam ataques a sistemas de artilharia Himars, fabricados em solo americano.
Esta é a sexta grande rodada de jogos de guerra desde 2022, superando todas as anteriores em área de abrangência. Além da tensão com os EUA, a China também rebateu declarações recentes do Japão sobre possíveis respostas militares na região. Portanto, o cenário no Estreito de Taiwan permanece em um dos níveis de alerta mais altos da década.
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