Da Redação
Descoberta e trajetória de risco
Astrônomos monitoram o cometa C/2026 A1, identificado em janeiro no Deserto do Atacama, no Chile. O objeto segue em direção ao interior do sistema solar com trajetória de alto risco. Atingirá seu ponto mais próximo do Sol em abril deste ano.
O cometa passará a apenas 120 mil quilômetros da superfície solar, distância considerada crítica por especialistas. A radiação intensa e forças gravitacionais podem intensificar o brilho ou fragmentar completamente seu núcleo.
Fenômeno dos Rasantes do Sol
O C/2026 A1 pertence ao grupo de cometas rasantes, caracterizados por órbitas alongadas que beiram a destruição. O cometa Ikeya-Seki, em 1965, brilhou como a Lua cheia antes de se despedaçar.
O desfecho desta aparição atrai curiosidade de pesquisadores e entusiastas mundialmente. Se resistir, poderá se transformar num dos objetos mais visíveis dos últimos anos, observável a olho nu.
Expectativas para observação
O melhor período para visualização na Terra ocorrerá entre início e metade de abril. A nuvem de poeira e gás atingirá sua extensão máxima, criando espetáculo visual no céu.
Instrumentos como o observatório solar SOHO já monitoram cada movimento do cometa. Mesmo com possível desintegração, dados coletados oferecem informações valiosas sobre corpos celestes remotos. Abril será decisivo para confirmar marca histórica ou desaparecimento nas chamas solares.
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