Da Redação
Bombardeios norte-americanos e iranianos
Nesta terça-feira (31), o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã registrou novos episódios de hostilidade. Os americanos atacaram Isfahan, cidade que abriga instalações nucleares iranianas, apesar da trégua prometida até 6 de abril.
O presidente Donald Trump compartilhou vídeo em sua rede social mostrando supostamente uma explosão nuclear no Irã. O Pentágono informou que bombardeiros B-52 sobrevoam território iraniano continuamente.
Resposta iraniana e ameaças
Teerã respondeu incendiando um navio petroleiro carregado ao largo de Dubai. A Guarda Revolucionária também afirmou ter atacado instalações ligadas aos EUA no Bahrein.
O país ameaçou atacar empresas americanas a partir de 1º de abril. Microsoft, Google, Apple, Intel, IBM, Tesla e Boeing constam entre possíveis alvos da retaliação iraniana.
Israel intensifica operações no Líbano
Israel mantém foco em operações no território libanês com ataques cada vez mais intensos. O ministro da Defesa afirmou que todas as casas de vilarejos próximos à fronteira serão destruídas.
Segundo Israel, 600 mil pessoas fugiram do sul e não poderão retornar até garantir segurança no norte israelense.
Trump busca saída rápida
Com a guerra se prolongando além do esperado, Trump demonstra frustração com o curso dos acontecimentos. Fontes ouvidas pelo Wall Street Journal indicam disposição de encerrar conflito sem controlar o Estreito de Ormuz.
Publicamente, Trump sugeriu que países “simplesmente tomem” o Estreito. Afirmou também que EUA devem deixar Irã em duas ou três semanas.
Impacto humanitário e econômico
Segundo o PNUD, o conflito pode custar US$ 200 bilhões aos países da região. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram desalojadas no Líbano desde o início das hostilidades.
Dados do Ministério da Saúde libanês mostram 1.200 mortes no país. Israel informou quatro soldados mortos em combates no Líbano nesta terça.
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