Da Redação
Autoridades cubanas condenaram declarações e ameaças dos EUA de ação militar contra a ilha, classificando-as como perigosas e crime internacional. O bloqueio contínuo de petróleo agravou a crise energética devastadora que afeta o país caribenho há meses.
Críticas do chanceler cubano
Bruno Rodríguez, ministro das Relações Exteriores de Cuba, caracterizou os EUA como insinuando ação militar para libertar a ilha. Chamou a postura de hipócrita e cínica em publicação nas redes sociais na terça-feira à noite. Rodríguez citou décadas de sanções norte-americanas como causa principal dos problemas econômicos e sociais cubanos.
‘A ameaça de um ataque militar e a agressão em si são crimes internacionais’, afirmou Rodríguez em suas declarações oficiais. O posicionamento reflete a escalada de tensões diplomáticas entre os países nos últimos meses.
Posicionamento dos EUA
Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, declarou aos repórteres que o status quo cubano era inaceitável. Afirmou que os EUA resolveriam o problema, embora não tenha fornecido cronograma específico para ações futuras. As declarações ocorreram durante visita oficial de Rubio à região do Caribe.
Rubio compareceu acompanhado de Mike Hammer, chefe de missão da embaixada dos EUA em Havana. O general Frank Donovan, do Comando Sul dos EUA, que supervisiona operações caribenhas, também participou das atividades. Fotos publicadas nas redes sociais mostravam Rubio e Donovan diante de um mapa de Cuba.
Pressão sobre o petróleo cubano
O governo Trump aumentou consideravelmente a pressão sobre Cuba este ano, interrompendo remessas de petróleo da Venezuela. Ameaçou impor sanções a qualquer país que fornecesse combustível à ilha caribenha. A estratégia buscaria isolar economicamente a nação.
Donald Trump permitiu que um único navio petroleiro russo entregasse combustível à ilha por razões humanitárias. A quantidade representava apenas uma fração das necessidades cubanas durante quatro meses. A medida oferecia alívio temporário à crise energética.
Apagões e crise energética
Havana mergulhou novamente em rotina de apagões regulares de várias horas esta semana, quando o petróleo russo ficou escasso. Muitos residentes enfrentavam ansiedade antes do longo e quente verão caribenho. A situação refletia o agravamento da crise de energia na ilha.
Reação do governo cubano
Trump apareceu em evento privado no sábado, brincando que os EUA poderiam estacionar um porta-aviões ao largo de Cuba. Sugeriu tal ação forçaria a rendição da ilha, segundo relatos de participantes. Os comentários geraram reação imediata de autoridades cubanas.
Miguel Díaz-Canel, presidente cubano, chamou as declarações de ‘uma escalada perigosa e sem precedentes’ em resposta oficial. ‘Nenhum agressor, por mais forte que seja, será recebido com rendição em Cuba’, afirmou categoricamente Díaz-Canel.
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