O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, participa de um protesto contra uma possível escalada das ações dos EUA em relação ao país, na base militar de Fort Tiuna, em Caracas, Venezuela, em 25 de novembro de 2025. REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria/Foto de arquivo
” data-medium-file=”https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2025-11-29T143014Z_472586042_RC2T3IAJB6SH_RTRMADP_3_USA-TRUMP-VENEZUELA.jpg?fit=300%2C194&quality=70&strip=all” data-large-file=”https://www.infomoney.com.br/wp-content/uploads/2025/12/2025-11-29T143014Z_472586042_RC2T3IAJB6SH_RTRMADP_3_USA-TRUMP-VENEZUELA.jpg?fit=1280%2C827&quality=70&strip=all”>Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (11) um novo pacote de sanções contra a Venezuela, com foco no setor de petróleo e em membros da família do presidente Nicolás Maduro. As medidas ocorrem enquanto o governo americano busca respaldo legal para apreender a carga de um petroleiro venezuelano interceptado em águas internacionais próximas ao país.
As sanções atingem três sobrinhos da esposa de Maduro e seis empresas de transporte marítimo acusadas de participar do escoamento do petróleo venezuelano, principal fonte de receita do país. O Tesouro americano bloqueou as companhias Myra Marine, Arctic Voyager, Poweroy Investment, Ready Great, Sino Marine Services e Full Happy, o que impede a realização de negócios internacionais com elas.
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Paralelamente, a administração do presidente Donald Trump tenta obter autorização judicial para confiscar o petróleo transportado pelo navio Skipper, apreendido por forças americanas na quarta-feira. Segundo a Casa Branca, o navio pertence a uma frota usada no passado para contrabando de petróleo iraniano, o que embasou o mandado de apreensão da embarcação, mas ainda não da carga atualmente a bordo.
“Existe um processo legal para a apreensão desse petróleo, e esse processo será seguido”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista a jornalistas.
O Skipper tem capacidade para até 2 milhões de barris e foi carregado quase completamente em um porto venezuelano cerca de um mês atrás, segundo dados da empresa Kpler. O valor da carga foi estimado em aproximadamente US$ 78 milhões. Antes da apreensão, o navio realizou uma transferência de cerca de 50 mil barris para outra embarcação, o Neptune 6, em alto-mar próximo a Curaçao. Esse segundo navio segue em direção a Cuba, de acordo com a Kpler.
Autoridades americanas afirmaram que o uso de forças militares e policiais para tomar posse de um navio estrangeiro em alto-mar é incomum, mas justificaram a ação pelo histórico do Skipper, já sancionado em 2022 por envolvimento no transporte de petróleo iraniano. Segundo o Departamento de Justiça, esse histórico permitiu a apreensão da embarcação.
As novas sanções também têm como alvo dois sobrinhos de Maduro que foram presos em 2015 e condenados em 2016 por tráfico de drogas nos Estados Unidos, mas que receberam clemência presidencial em 2022 e retornaram à Venezuela. De acordo com o Tesouro americano, eles continuaram envolvidos com o tráfico após o retorno ao país.
As autoridades dos EUA indicaram que as medidas podem reduzir o número de navios dispostos a carregar petróleo venezuelano, ampliando o isolamento econômico do país. Apesar disso, não houve impacto imediato nos preços do petróleo, que permaneceram em torno de US$ 58 o barril no mercado americano, refletindo o fato de que a produção venezuelana representa menos de 1% do consumo global.
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