Da Redação
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira a Operação Lança do Sul. A ação, coordenada pela Força-Tarefa Conjunta Lança do Sul e pelo Comando Sul (SOUTHCOM), abrange 31 países da América do Sul, Central e Caribe. O governo Trump intensifica operações no hemisfério após 20 ataques a embarcações desde setembro, que resultaram em 70 mortes.
Objetivos da operação
Hegseth ressaltou que o hemisfério ocidental é responsabilidade americana e será protegido. A operação visa cartéis como Sinaloa e Jalisco Nova Geração, que distribuem fentanil e cocaína aos EUA. As ações incluem drones, navios e inteligência compartilhada com nações aliadas da região.
Contexto e repercussões
O anúncio ocorre em momento de desgaste político de Trump. A operação é apresentada como projeção de força pela administração americana. Críticos no Congresso questionam os custos estimados em US$ 500 milhões e possíveis violações à soberania de nações parceiras.
México e Colômbia apoiam a iniciativa, porém pedem coordenação adequada. Veículos de imprensa destacam a operação como resposta pós-eleitoral à crise de drogas.
Impactos regionais
O SOUTHCOM realizou o vigésimo ataque em segunda-feira no Caribe, eliminando quatro narcoterroristas. A operação pressiona rotas marítimas de tráfico em toda a região. O Brasil monitora a situação através do Itamaraty, preocupado com possíveis impactos na Amazônia.
Principais alvos da operação
- Cartéis mexicanos (Sinaloa e Jalisco Nova Geração)
- Rotas de tráfico no Caribe e Pacífico
- Transporte de fentanil e cocaína para os EUA
- 31 países sob jurisdição do SOUTHCOM
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