*Da Redação*
A Boeing Defense e a Marinha dos EUA executaram o primeiro teste oficial de um drone destinado ao abastecimento aéreo de jatos. O teste ocorre num contexto de crescente importância dos porta-aviões americanos em operações no Irã e vigilância do Estreito de Ormuz.
Inovação na aviação naval
O MQ-25A Stingray foi apresentado como o primeiro sistema operacional de aeronaves não tripuladas embarcado da Marinha americana. Sua integração à frota regular está prevista para o final da década.
O drone pode transportar até 15 mil libras de combustível. Essa capacidade torna-se estratégica diante da crescente produção de mísseis antinavio global, especialmente pela China.
Ampliação do alcance operacional
Atualmente, o abastecimento aéreo é realizado pelos jatos F/A-18E/F Super Hornet. A Marinha espera que a substituição progressiva pelo Stingray amplie o alcance operacional das aeronaves tripuladas.
Conforme dados do USNI News, entre 20% e 30% das missões do Super Hornet são dedicadas ao abastecimento aéreo. Com o novo drone, esses caças serão liberados para funções de combate e vigilância.
Declarações oficiais
Tony Rossi, chefe do escritório executivo da Marinha para programas de aviação não tripulada e armas de ataque, destacou a importância da inovação. “O MQ-25A não é apenas uma aeronave, mas o primeiro passo para integrar o reabastecimento aéreo não tripulado no convés do porta-aviões”, afirmou.
Segundo Rossi, a tecnologia permitirá que “nossos caças tripulados voem mais longe e mais rápido. Essa capacidade é vital para o futuro da aviação naval”.
Investimentos e cronograma
A Boeing venceu em 2018 uma competição com General Atomics e Lockheed Martin. O contrato inicial foi de US$ 805 milhões para construir quatro Stingrays.
A Marinha alocou US$ 220,4 milhões no orçamento do ano fiscal 2024 para três aeronaves. Uma aquisição de 22 unidades está planejada até 2028.
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