Da Redação
Líderes mundiais se reuniram em Johannesburgo para a primeira cúpula do G20 realizada na África do Sul. O encontro foi marcado pela ausência dos Estados Unidos, único país do grupo sem representação no evento.
O presidente Donald Trump ordenou o boicote americano, alegando que a nação anfitriã persegue sua minoria branca. A decisão foi classificada como uma “desgraça” pela administração norte-americana.
Acusações de pressão diplomática
Autoridades sul-africanas acusaram Washington de pressionar o país a não divulgar declaração final dos líderes. O presidente Cyril Ramaphosa respondeu de forma enfática à tentativa de pressão.
“Não seremos intimidados”, afirmou Ramaphosa. Ele complementou que “a ausência deles é perda deles”, defendendo a continuidade dos trabalhos da cúpula.
China aproveita vácuo norte-americano
A ausência americana abriu espaço para a China expandir sua influência na África. O primeiro-ministro Li Qiang assinou acordo de US$ 1,4 bilhão para reforma de ferrovia na Zâmbia.
Diversos líderes viajaram a Johannesburgo em busca de parcerias comerciais após tarifas impostas pelos Estados Unidos. Analistas avaliam que o boicote pode acelerar aproximação de países em desenvolvimento com Pequim.
Prioridades da cúpula sul-africana
A África do Sul planejava focar em questões prioritárias para o mundo em desenvolvimento. Entre os temas estava impacto das mudanças climáticas, dívidas de países pobres e desigualdade global.
Os trabalhos continuaram mesmo com a ausência americana, reforçando o compromisso dos demais membros com a governança global multilateral.
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