Da Redação
O chanceler Mauro Vieira reúne-se com o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio nesta quinta-feira, 13 de novembro, em Washington. O encontro de uma hora no Departamento de Estado aborda a proposta brasileira contra tarifas de 50% em produtos do país. Brasil aguarda resposta rápida à proposta enviada em 4 de novembro.
Rubio informará Donald Trump sobre os avanços nas conversas, que caminham em ritmo acelerado. O governo brasileiro espera demonstrar disposição para negociar, reduzindo tensões comerciais bilaterais.
#### Possibilidade de acordo até novembro
Vieira estima que um entendimento provisório possa ser fechado até fim de novembro de 2025. A intenção é criar um cronograma para negociações mais profundas durante 2026.
Uma suspensão temporária de 90 dias nas tarifas evitaria prejuízos estimados em US$ 1,7 bilhão. O superávit comercial dos EUA no comércio bilateral, que atingiu US$ 6,8 bilhões nos dez primeiros meses, enfraquece justificativas políticas para novos aumentos.
#### Sanções a magistrados seguem sem perspectiva
Enquanto tarifas avançam, sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, via Lei Magnitsky persistem sem solução. As medidas incluem bloqueio de bens e revogação de vistos.
As sanções atingem também a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex. Revogações de vistos para ministros como Barroso, Dino, Gilmar Mendes, Toffoli, Zanin, Cármen Lúcia e Fachin complicam ainda mais o cenário diplomático.
#### Contexto das negociações bilaterais
O diálogo segue a cúpula entre Lula e Trump na Malásia, que destravou a agenda bilateral entre os países. Vieira e Rubio já haviam se encontrado em Niagara, no Canadá, à margem do G7.
A proposta brasileira pede ampliação de isenções tarifárias para produtos específicos que formam a pauta comercial.
#### Investigação 301 permanece como risco
Brasil busca evitar aprofundamento na Seção 301, que investiga questões sobre Pix, comércio digital e propriedade intelectual. Sanções unilaterais dos EUA ameaçam caso não haja acordo.
Interlocutores em Brasília descrevem o momento como um “recomeço cuidadoso” nas relações comerciais com os Estados Unidos.
#### Produtos com maior impacto das tarifas
- Café e suco de laranja
- Carne e frutas
- Pescados e máquinas
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