Da Redação
A Noruega registra fuga de milionários nesta quarta-feira, 26 de novembro de 2025. O imposto sobre riqueza, vigente desde 1892, afastou 515 pessoas abastadas entre 2022 e 2023 – o dobro da média histórica. Conforme o instituto Civita, saem do país aqueles com patrimônio superior a US$ 973 mil. A Suíça, particularmente Lucerna, tornou-se o principal destino.
Estrutura e funcionamento do tributo
O sistema norueguês cobra 1% sobre patrimônio líquido entre US$ 174 mil e US$ 2 milhões. Para valores acima disso, a alíquota sobe para 1,1%. Quem sai do país enfrenta imposto de 37,8% sobre ganhos não realizados acima de US$ 290 mil. O governo fechou brechas na legislação durante 2024.
Motivações para a saída de investidores
Borger Borgenhaug, magnata do setor imobiliário, deixou Oslo rumo a Lucerna. O empresário critica o que denomina “clima hostil” aos negócios na Noruega. Dados da publicação Kapital indicam que 105 dos 400 mais ricos do país estão ausentes ou transferiram seus bens.
Argumentos em defesa do imposto
A tributação gera arrecadação equivalente a 0,6% do PIB norueguês. Esses recursos financiam serviços públicos, especialmente após abolição do imposto sobre herança em 2014. O pesquisador Robert Iacono, da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), demonstra que a medida não prejudica geração de empregos. Sondagem do jornal Aftenposten revela que 39% dos noruegueses desejam manter ou aumentar a alíquota.
Influência internacional e perspectivas globais
O modelo norueguês inspira debates em Reino Unido, França e Nova York. A discussão sobre tributação de bilionários ganha espaço nas agendas políticas mundiais. A Noruega permanece entre os países com maior igualdade econômica e ambiente favorável aos negócios.
Dados principais do sistema tributário
- Taxa máxima: 1,1% acima de US$ 2 milhões
- Êxodo registrado: 515 milionários (2022-2023)
- Arrecadação anual: 0,6% do PIB
- Aprovação popular: 39% apoiam manutenção ou aumento
Radar364 – O Seu Portal de Notícias de Rondonópolis e Região.

