*Da Redação*
Israel realizou ataque aéreo em Beirute neste domingo, 23 de novembro, o primeiro desde junho. O governo israelense afirmou ter eliminado Haytham Tabtabai, chefe do gabinete do Hezbollah.
Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, cinco pessoas morreram e vinte e cinco ficaram feridas. Israel alertou o grupo apoiado pelo Irã para não se rearmar nem reconstruir capacidades militares.
Vítimas e consequências
Os bombardeios atingiram os subúrbios ao sul de Beirute, ocasionando destruição em área residencial. Fumaça era visível no bairro de Haret Hreik, em zona densamente povoada.
Vídeos mostraram dezenas de pessoas reunidas no local, que aparentava atingir o quarto andar de edifício residencial. Disparos foram necessários para dispersar a multidão enquanto equipes de emergência chegavam.
Alvo identificado
Tabtabai liderava a unidade de elite Radwan do Hezbollah e havia sido designado terrorista pelos Estados Unidos em 2016. Washington oferecia até cinco milhões de dólares por informações sobre ele.
O militar comandava forças especiais do grupo no Irã e Iêmen, conforme registros americanos. Seria sucessor de Ibrahim Aqil, eliminado em setembro de 2024.
Reações internacionais
O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país continuará agindo com força para prevenir ameaças. A porta-voz do governo não revelou se Washington foi informado previamente do ataque.
O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou a operação e acusou Israel de violar acordos de cessar-fogo. Pediu à comunidade internacional intervenção para cessar os ataques.
Posicionamento do Hezbollah
Mahmoud Qamati, vice-presidente do conselho político do grupo, admitiu possível morte de oficial importante, mas não confirmou detalhes. Afirmou que liderança estudava resposta apropriada ao ataque.
Qamati alertou que bombardeio “abre porta para escalada de ataques em todo o Líbano”. O Hezbollah ainda não comentou formalmente sobre as acusações israelenses.
Contexto regional
Israel e Estados Unidos pressionam o Líbano para desarmar o Hezbollah. Israel afirma que grupo reconstrói capacidade militar no sul libanês, negado pelo governo de Beirute.
Ataques aéreos israelenses no sul aumentaram nas últimas semanas. O ataque ocorre dias antes da visita do Papa Leão XIV ao Líbano, sua primeira viagem ao exterior.
Fonte: Associated Press
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