Da Redação
O sistema judiciário argentino formalizou denúncia contra Rita Mabel e Claudia Norma Maradona, irmãs do lendário Diego Maradona, acusadas de gestão fraudulenta da marca homônima. O processo também inclui Matías Morla, ex-advogado do astro, e Maximiliano Pomargo, seu assistente. Dalma e Gianinna Maradona, filhas do craque, apresentaram a denúncia questionando transferências de direitos comerciais após morte do pai.
Transferência para empresa de fachada
Conforme investigações publicadas pelo jornal El Nacional, os denunciados transferiram os direitos da marca Diego Maradona à empresa Sattvica SA, de propriedade de Morla. Os magistrados classificaram a companhia como empresa de fachada, sem atividades econômicas reais registradas nos últimos anos. A operação objetivava desviar lucros que pertenceriam aos herdeiros legítimos.
O tribunal identificou ainda tentativa de burlar autoridades fiscais italianas mediante a manobra. Os acusados buscavam evitar pagamento de impostos acumulados durante passagem de Maradona pelo Napoli. Consequentemente, a justiça decretou embargo preventivo de dois bilhões de pesos, equivalentes aproximadamente a R$ 7,47 milhões.
Efeitos sobre direitos sucessórios
A Câmara Nacional de Apelações ressaltou que o grupo abusou de posições originárias de atos simulados contra os interesses do espólio. Ações praticadas após falecimento de Diego Armando Maradona em 25 de novembro de 2020 prejudicaram diretamente patrimônio herdado. A marca engloba direitos de imagem, produtos licenciados, perfumes e materiais audiovisuais de elevado valor comercial.
Atualmente o processo encontra-se na fase de instrução final. Os réus enfrentarão restrições financeiras significativas durante análise do prejuízo causado ao patrimônio do jogador. O desfecho define futuro da exploração comercial de um dos nomes mais valiosos do esporte mundial.
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