Da Redação
O parlamento fragmentado da França aprovou, nesta terça-feira (23/12), um projeto de lei de emergência. A medida visa evitar uma paralisação do governo, semelhante ao shutdown dos EUA, na próxima semana. Isso ocorreu após o colapso das negociações sobre o orçamento de 2026.
Com poucos dias para o ano novo, o presidente Emmanuel Macron e seu Gabinete se reuniram na noite de segunda-feira (22) para apresentar o projeto. O objetivo é garantir a continuidade da vida nacional e o funcionamento dos serviços públicos. Isso inclui a arrecadação de impostos e sua distribuição às autoridades locais, com base nos níveis do orçamento de 2025.
Os legisladores da Assembleia Nacional, câmara baixa do parlamento francês, fizeram várias emendas e aprovaram o projeto na noite de terça-feira. O Senado também aprovou a medida. A aprovação ocorreu apesar das profundas divisões entre os três principais grupos: o Rassemblement National de extrema-direita, as forças de esquerda e o governo minoritário centrista de Macron.
O próximo desafio será construir um orçamento real para 2026 e evitar uma nova crise política.
O ministro das Finanças, Roland Lescure, comparou a lei de emergência a “um pneu sobressalente” e pediu rapidez na elaboração do orçamento real. Ele alertou que depender da lei por muito tempo pode enfraquecer a economia francesa.
Além disso, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu, que renunciou e foi reempossado neste outono, apelou a todos os partidos para trabalharem durante as férias. O objetivo é encontrar um compromisso sobre o orçamento de 2026, após o fracasso das negociações na semana passada.
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