Da Redação
Dois atiradores, um homem de 50 anos e seu filho de 24, mataram 15 pessoas durante celebração de Hanukkah na praia de Bondi, Sydney. O pai faleceu no local do incidente, enquanto o filho encontra-se em estado crítico hospitalar. Trata-se do pior ataque com armas de fogo na Austrália em quase três décadas.
O tiroteio aconteceu durante evento que reuniu aproximadamente mil pessoas em parque próximo à orla marítima. Testemunhas relataram que os disparos duraram cerca de dez minutos, gerando pânico e fuga desenfreada pela praia e ruas adjacentes.
Herói salva vidas durante o ataque
Um pedestre identificado como Ahmed al Ahmed conseguiu imobilizar e desarmar um dos atiradores, evitando mais mortes. Entre as vítimas, com idades variando entre dez e 87 anos, quarenta estão internadas, incluindo dois policiais graves mas estáveis.
Registros audiovisuais mostram os atiradores utilizando armas que pareciam ser rifles e espingardas. Moradores e presentes descreveram momentos de terror absoluto, com pessoas se abrigando mutuamente para garantir proteção mútua.
Autoridades investigam motivação e reações internacionais
O primeiro-ministro australiano Anthony Albanese descreveu o incidente como “momento sombrio para a nação” e ato de antissemitismo e terrorismo. Governo e polícia prosseguem investigações sobre as motivações do crime e aumentaram proteção nas comunidades judaicas.
Líderes globais, incluindo Donald Trump e Emmanuel Macron, manifestaram solidariedade às vítimas. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, alertou sobre crescimento do antissemitismo ligado a questões políticas contemporâneas.
Série de incidentes antissemitas preocupa australianos
O ataque integra sequência de incidentes antissemitas na Austrália desde início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. A comunidade judaica local, embora reduzida numericamente, possui raízes profundas na sociedade australiana, particularmente em Sydney.
Em resposta, cidades como Berlim, Londres e Nova York reforçaram vigilância em eventos de Hanukkah. A Austrália segue em luto pelas vítimas enquanto busca unir população contra discursos de ódio e intolerância.
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