Da Redação
Os Estados Unidos apreenderam um petroleiro ligado à Venezuela no Mar do Caribe nesta quinta-feira (15). A embarcação Veronica navegava sob bandeira da Guiana durante a interceptação. O governo norte-americano intensifica o cerco contra as exportações de óleo bruto do país vizinho.
Operação militar na região caribenha
A ação foi conduzida pela Força-Tarefa Conjunta Southern Spear. Fuzileiros navais e marinheiros partiram do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN 78) para abordar o navio. A operação demonstrou o caráter militarizado da fiscalização nas rotas marítimas regionais.
Conforme o Comando Sul dos EUA, não houve confrontos durante o embarque das tropas. Porém, o governo norte-americano sustenta que o Veronica integra rede logística para contornar sanções internacionais. A embarcação permanece sob custódia das autoridades americanas para investigação.
Estratégia contra a “frota fantasma”
Esta apreensão marca a sexta ação similar durante a administração de Donald Trump. Washington qualifica a tática venezuelana como uso de “frota fantasma”. Esses navios modificam nomes, registros e bandeiras regularmente para esquivar rastreamento de seguradoras e agências de segurança.
O episódio coincide com agenda diplomática em Washington. O presidente norte-americano receberá a líder opositora María Corina Machado na Casa Branca nos próximos dias. A medida amplia pressão política sobre o regime de Caracas em momento de sensibilidade regional elevada.
Sequência de operações recentes
Anteriormente, em 9 de janeiro, forças dos EUA interceptaram o petroleiro Olina próximo a Trinidad e Tobago. Naquela ocasião, a embarcação exibia bandeira falsa de Timor-Leste. O monitoramento contínuo comprova que órgãos de inteligência mapeiam rigorosamente rotas de saída de petróleo venezuelano após mudanças políticas no país em janeiro de 2026.
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